F1: Ferrari surpreende no ritmo e ameaça Mercedes em Zandvoort

George Russell colocou a Mercedes na pole da Sprint do GP da Holanda, mas os dados desta sexta-feira mostram uma disputa muito mais apertada na Fórmula 1 do que o resultado isolado sugere. Mercedes, McLaren e Ferrari ficaram separadas por apenas 0s08 na análise de desempenho da Classificação Sprint, enquanto o ritmo de corrida colocou a equipe de Maranello em posição especialmente forte para sábado.

Russell confirmou uma evolução que já aparecia no treino livre, quando terminou pouco mais de um décimo atrás de Kimi Antonelli. Depois de passar pelas duas primeiras fases da Classificação Sprint com os pneus Médios, o britânico encaixou sua volta com os Macios no momento decisivo e conquistou sua terceira pole para uma Sprint em 2026. Nas outras duas ocasiões, China e Canadá, converteu a primeira posição em vitória.

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Apesar disso, o próprio Russell apontou a Ferrari como referência para a Sprint. “O ritmo de corrida da Ferrari pareceu excepcionalmente forte nesta manhã. Nós parecíamos estar bastante atrás, para ser sincero, na ordem de três ou quatro décimos”, afirmou. O cenário ganha importância em Zandvoort, onde as ultrapassagens são difíceis, aumentando o peso da largada para o piloto da Mercedes.

A Ferrari terminou apenas 0s08 atrás da Mercedes na análise de ritmo de classificação e apresentou vantagem especialmente nas curvas de baixa e alta velocidade. Charles Leclerc ficou a menos de um décimo da pole e conquistou o terceiro lugar, sua melhor Classificação Sprint do ano. A equipe levou mudanças principalmente no assoalho, além de alterações no difusor e na asa de feixe. Lewis Hamilton, porém, encontrou um comportamento diferente após ajustes entre o treino e a classificação. “Era um carro completamente diferente”, afirmou.

Charles Leclerc (MON) Scuderia Ferrari SF-26.
Foto: XPB Images

A McLaren aparece praticamente no mesmo patamar. A diferença estimada para a Mercedes foi de somente 0s06, e os dados de volta ideal indicam que Oscar Piastri teria ficado praticamente empatado com Russell caso tivesse reunido seus melhores minissets. “Com uma volta melhor, talvez pudéssemos ter conseguido a pole”, reconheceu o australiano. Lando Norris também destacou que o carro manteve o bom desempenho apresentado anteriormente e acredita que ainda existem ganhos possíveis para a classificação de sábado.

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Antonelli, por outro lado, teve sua sessão comprometida logo no início. Uma saída de pista provocou dois buracos no assoalho do Mercedes, segundo o próprio piloto, e uma perda estimada em 25 pontos de pressão aerodinâmica. A equipe tentou reparar o carro durante a sessão, mas o líder do campeonato sofreu principalmente nas curvas de baixa velocidade e terminou em quinto. Com o carro recuperado, a expectativa dos dados é de que volte à disputa pelas primeiras posições na classificação do GP.

Mais atrás, a diferença cresceu de maneira significativa. A análise coloca a Red Bull a 0s55 da Mercedes, seguida por Audi a 0s84, Alpine a 0s86 e Racing Bulls a 0s99. Max Verstappen terminou apenas em sexto e relatou falta de aderência e equilíbrio, embora tenha considerado o carro melhor do que durante o treino.

Entre os substitutos, Liam Lawson chegou ao 11º lugar pela Red Bull e acreditava ter ritmo para avançar ao SQ3. Yuki Tsunoda, que não havia pilotado anteriormente um carro da especificação de 2026, ficou imediatamente atrás com a Racing Bulls, somente 0s009 mais lento que Lawson. Os dados desta sexta-feira, portanto, apontam uma luta extremamente equilibrada entre Mercedes, McLaren e Ferrari na frente, com a equipe italiana surgindo como ameaça especialmente relevante quando o foco passa da volta rápida para o ritmo da Sprint.