A Fórmula 1 pode ver a Ferrari estrear uma nova unidade de potência já neste fim de semana no GP da Áustria, após receber a notificação de que se enquadra nas exigências do ADUO [Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualizações]. O pacote pode incluir também um chassi revisado e adaptado para a nova configuração.
Segundo apuração do Motorsport.com, a equipe já tem o novo projeto pronto para uso, com potencial ganho estimado de quatro a cinco cavalos de potência. Em conjunto com o combustível fornecido pela Shell, o ganho pode ser ainda maior, representando cerca de um décimo de segundo por volta no circuito de Spielberg.
Apesar da evolução, o objetivo da Ferrari neste momento não é ultrapassar diretamente as rivais, mas reduzir a diferença em relação à Mercedes. Outras fabricantes, como Mercedes, Audi e Honda, também poderão introduzir atualizações em suas unidades de potência ao longo do campeonato.

O regulamento determina que a Ferrari deve fornecer a nova especificação às suas equipes clientes, a Haas e a Cadillac, incluindo todas as informações técnicas necessárias para operação em pista. No entanto, essas equipes não são obrigadas a adotar a atualização imediatamente.
A decisão leva em conta o impacto do teto de gastos, já que a introdução de uma nova unidade de potência no meio da temporada pode gerar custos adicionais significativos, especialmente em adaptações de chassi. Por isso, algumas equipes podem optar por manter o planejamento original de atualizações.
Caso Haas ou Cadillac optem por não utilizar o novo motor já na Áustria, será necessário solicitar autorização à FIA para adiar a estreia da especificação.
