A Ferrari terminou a sexta-feira (30) do GP do México de Fórmula 1 como a principal referência tanto nas simulações de classificação quanto no ritmo de corrida. Os dados coletados nos treinos livres indicam uma vantagem de aproximadamente 0s17 sobre a Red Bull em volta rápida e de 0s25 sobre a Mercedes nas sequências mais longas, colocando Charles Leclerc entre os principais candidatos à pole-position e à vitória.
A vantagem da equipe italiana aparece principalmente nas curvas de baixa velocidade do Autódromo Hermanos Rodríguez, onde os dados apontam um ganho próximo de quatro décimos de segundo em relação aos concorrentes. Apesar disso, a disputa entre as quatro principais equipes permanece aberta, especialmente porque Red Bull e Mercedes estão muito próximas nas projeções para a classificação.
Leclerc liderou o TL1 e o TL2, encerrando a segunda sessão com 1min17s827. O resultado chama atenção porque o monegasco não conseguiu reunir seus melhores setores em uma única volta. Segundo a análise de volta ideal, ele deixou aproximadamente 0s328 na pista, o que indica uma margem adicional de desempenho em relação ao tempo registrado.
O chefe da Ferrari, Fred Vasseur, destacou que a competitividade apareceu desde os primeiros momentos das atividades. “De modo geral, o ritmo estava presente desde esta manhã. Desde a primeira volta, tivemos ritmo nas sequências longas e em uma volta rápida, e isso significa que precisamos fazer ajustes finos”, afirmou.
Nas simulações de classificação, a Red Bull aparece como a principal adversária, a 0s17 da Ferrari, seguida pela Mercedes, a 0s18. A McLaren ocupa a quarta posição, com uma diferença estimada de 0s47, embora Lando Norris tenha terminado o TL2 em segundo, apenas 0s103 atrás de Leclerc.
O cenário muda ligeiramente quando são consideradas as simulações de corrida. A Mercedes surge como a segunda força, a 0s25 da Ferrari, seguida pela Red Bull, a 0s28, e pela McLaren, a 0s29. A diferença de apenas quatro centésimos entre essas três equipes sugere uma disputa bastante equilibrada pelas posições atrás da Ferrari.
A Red Bull, entretanto, enfrenta uma dificuldade adicional para avaliar seu verdadeiro potencial. Max Verstappen sofreu danos no assoalho após o contato com Liam Lawson durante o TL2, comprometendo o desempenho do carro pelo restante da sessão.
O diretor técnico Pierre Waché reconheceu que o rendimento de Verstappen foi “claramente afetado” pelos danos. Segundo ele, a equipe ainda precisa encontrar desempenho e melhorar o equilíbrio do carro, embora o ritmo nas simulações de corrida tenha ficado próximo do esperado.
A Mercedes também aparece competitiva, com George Russell terminando o TL2 em terceiro e Kimi Antonelli em quarto. O italiano, que voltou ao carro após enfrentar problemas de saúde, pode conquistar seu primeiro título mundial no domingo, desde que termine a corrida pelo menos na nona posição, independentemente dos resultados dos adversários.
Na McLaren, o diretor de corridas Randy Singh considera que a proximidade entre as principais equipes deve produzir uma classificação disputada. Ele também alertou para as dificuldades de gerenciamento de temperatura durante a corrida, depois de observar várias travadas de pneus na sexta-feira.
“Hoje foi um dia razoável para nós, mas as equipes da frente continuam sendo as mesmas e está tudo muito apertado entre as quatro principais”, afirmou Singh. “Este é um circuito onde as pessoas terão problemas para administrar as temperaturas no domingo, então haverá alguns desafios que continuarão até a corrida.”
Entre as equipes intermediárias, a Alpine aparece como a quinta força nas duas simulações, a 0s64 da Ferrari em ritmo de classificação e a 0s87 nas sequências de corrida. A Racing Bulls vem logo atrás, enquanto Audi, Haas e Aston Martin apresentam diferenças que variam conforme o tipo de simulação.
Apesar da liderança da Ferrari, os números ainda representam uma projeção baseada nas condições de sexta-feira. A evolução da pista, os ajustes de acerto e as informações que serão obtidas no TL3 podem alterar a ordem de forças antes da classificação, especialmente entre Red Bull, Mercedes e McLaren, que aparecem separadas por margens pequenas no ritmo de corrida.
