F1: Falhas técnicas preocupam Brundle em sequência intensa de corridas

Martin Brundle acredita que a Fórmula 1 está mostrando sinais de desgaste operacional, após uma sequência de problemas técnicos nos finais de semana recentes de GP. O ex-piloto da categoria e atual comentarista da Sky Sports F1, disse que o calendário intenso pode estar colocando o sistema sob pressão.

As falhas apareceram em diferentes áreas, desde o funcionamento das unidades de potência até os sistemas de cronometragem e o controle de energia durante as sessões. Para Brundle, os episódios indicam que a categoria precisa lidar com uma carga de trabalho elevada sem comprometer a execução dos procedimentos.

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Na Malásia, um problema no mapeamento da unidade de potência para condições de pista molhada provocou perdas de potência irrecuperáveis em vários carros durante a volta de formação, sob a restrição obrigatória de 250 kW. A FIA precisou distribuir uma correção emergencial que contornava os limites restritivos de energia, permitindo que os carros seguissem para a largada. Uma atualização permanente dos parâmetros de chuva da ECU padrão está prevista para o GP dos Estados Unidos, em Austin.

Em Singapura, outra falha afetou a classificação Sprint. Os painéis de cronometragem deixaram de registrar os tempos de volta de vários pilotos ao final do SQ1, atrasando o início do SQ2 em quase vinte minutos enquanto o controle de prova verificava a classificação. Também houve problemas com sistemas de bordo e rastreamento dos pilotos.

Martin Brundle (GBR) Sky Sports F1 Commentator.
Foto: XPB Images

Brundle destacou ainda um erro operacional após um acidente de Sergio Perez, da Cadillac. O modo de ultrapassagem foi ativado por aproximadamente 27 segundos antes de ser desligado, proporcionando um aumento desigual de energia a parte do grid: “Acho que estamos simplesmente colocando o sistema sob um pouco de pressão, mas isso não deveria acontecer no mundo da Fórmula 1”, afirmou.

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O comentarista relacionou os episódios à sequência de compromissos da categoria: “Estamos falando de seis corridas em sete finais de semana, nove em onze”, acrescentou Brundle, mencionando também a necessidade de trabalhar em instalações temporárias espalhadas pelo mundo.

Apesar das críticas, Brundle destacou que continua admirando a evolução tecnológica da categoria e afirmou que, sem ela, a Fórmula 1 talvez tivesse se limitado a competições amadoras na Europa até hoje.