A FIA decidiu não aplicar nenhuma penalidade a Gabriel Bortoleto, Alex Albon e Valtteri Bottas, pelo acidente em cadeia que tirou os três pilotos da corrida Sprint do GP de Singapura de Fórmula 1. Após analisar o ocorrido, os comissários concluíram que uma eventual penalidade não teria efeito sobre o grid de largada.
O acidente aconteceu no fim da sexta volta, quando os pilotos se preparavam para retomar a corrida após um período de safety car. Bortoleto reduziu a velocidade atrás de Fernando Alonso na curva 16, última chicane do circuito, e foi atingido por Albon, que vinha logo atrás. Bottas não conseguiu evitar o contato com o carro da Williams e também bateu.
Após a prova, os três foram chamados pelos comissários da FIA para prestar esclarecimentos. Segundo o relatório oficial, Albon afirmou que não teve como evitar a batida na traseira do carro da Audi, pois Bortoleto freou bruscamente para evitar uma colisão com os carros à frente.

Na avaliação dos comissários, o acidente foi provocado pelo efeito sanfona na fila de carros, com diferenças na maneira como os pilotos reduziam a velocidade antes da relargada. Como Albon e Bottas estavam mais atrás no pelotão, o efeito dessa variação foi ainda mais intenso para os dois, segundo o documento oficial.
Apesar disso, os comissários consideraram que Albon poderia ter evitado o primeiro impacto, se tivesse previsto o risco de uma desaceleração brusca e deixado mais espaço para Bortoleto, especialmente por causa das condições úmidas da pista. Caso o piloto da Williams não tivesse abandonado a Sprint em consequência da batida, receberia uma punição de cinco segundos, em vez dos dez segundos normalmente aplicados.
Essa decisão de não impor penalidades, levou em conta que outros carros também contribuíram para o efeito sanfona. Como a punição de cinco segundos não seria convertida em perda de posições no grid, os comissários optaram por não aplicar nenhuma penalidade a nenhum dos três envolvidos.
