F1: Chefe da Haas detalha por que Bearman recebeu novo motor antes de Ocon

A decisão da Haas de colocar o novo motor fornecido pela Ferrari no carro de Oliver Bearman durante o GP da Itália de 2026 da Fórmula 1 não foi tomada apenas pela questão de desempenho. Segundo Ayao Komatsu, chefe da equipe, a escolha também levou em conta o histórico recente de atualizações recebidas por Esteban Ocon.

A Haas entendeu que não fazia sentido deixar uma unidade atualizada parada na garagem em um circuito como Monza. A equipe recebeu apenas a quantidade mínima exigida pelo regulamento: quando a Ferrari disponibiliza uma unidade de potência com upgrade da ADUO para seu time de fábrica, precisa fornecer uma unidade também para cada equipe cliente.

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A situação foi diferente da anterior atualização da ADUO, introduzida pela Ferrari em Barcelona. Naquela ocasião, a Haas preferiu esperar até ter motores suficientes para colocar a novidade nos dois carros ao mesmo tempo. Para o GP da Itália, porém, a sensibilidade de potência de Monza pesou na decisão de antecipar a estreia no carro de Bearman.

Oliver Bearman (GBR) Haas F1 Team VF-26.
Foto: XPB Images

“Os clientes precisam ter uma unidade ‘A'”, confirmou Komatsu à imprensa. “Da última vez, não [demos a um piloto]; esperamos até termos motores suficientes para introduzi-lo para ambos os pilotos juntos. Mas desta vez, Monza é um circuito muito sensível a potência, então é uma pena ter desempenho parado na garagem, certo?”

“Teria sido melhor se pelo menos dois motores estivessem disponíveis, mas a Ferrari está se esforçando ao máximo para extrair o máximo de desempenho do motor. Claro, eles querem introduzi-lo em Monza, certo? Mas isso significa que eles têm a quantidade mínima, então é apenas para cumprir o regulamento.”

Para Komatsu, a escolha também precisava considerar a distribuição das atualizações anteriores entre os dois pilotos: “Não é uma atualização aerodinâmica, como itens que tivemos, como um teste de freios CI, e Esteban estava sofrendo mais com os freios, então, considerando a atualização de Montreal que demos ao Ollie, decidimos dar a atualização de freios primeiro ao Esteban, e em termos de direção hidráulica, tivemos outra atualização em Budapeste. “Decidimos dar isso ao Esteban porque ele era mais vocal sobre o assunto e estava sofrendo mais com a direção hidráulica, então a última atualização demos ao Esteban, e desta vez, foi para o Ollie.”

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O dirigente também afirmou que a equipe procura tomar esse tipo de decisão de maneira aberta, mesmo sabendo que nem sempre conseguirá atender aos interesses dos dois pilotos. “Não adianta enrolar, certo? Operamos da forma mais transparente possível, e claro que não dá para agradar a todos o tempo todo, mas não temos nenhuma agenda oculta.”

“Não temos nenhuma agenda pessoal para um piloto ou outro. Então, temos construído esse relacionamento. Talvez, claro, o Esteban não fique feliz por não receber a unidade de potência número quatro imediatamente. Mas isso é o melhor para a equipe, e esta é a forma mais justa de fazer isso. Mas nada é completamente justo, certo? Então tudo o que podemos fazer é ser transparentes e diretos sobre isso”, finalizou.

Ocon está no centro de rumores no paddock da F1. A equipe deve substituir o francês por um novato em 2027. O brasileiro Rafael Câmara é um dos candidatos e foi avaliado recentemente durante um teste no circuito de Portimão, em Portugal.