Colton Herta pode ter encontrado uma rota alternativa para finalmente alcançar a Fórmula 1. O piloto ligado à Cadillac precisa atingir a marca exigida para obter a superlicença da FIA, e a própria equipe pode desempenhar um papel decisivo nesse processo.
Segundo informações do GPblog, Herta soma atualmente 35 pontos no sistema da FIA, que exige um mínimo de 40 para que um competidor esteja apto a disputar a F1. A situação ganha urgência porque um desses pontos deixará de contar após o encerramento da atual temporada.
Conseguir os pontos restantes por meio da Fórmula 2 não será simples. O norte-americano ocupa apenas a 16ª posição no campeonato e precisaria encerrar o ano entre os oito primeiros colocados para atingir a pontuação necessária. Diante desse cenário, as sessões de TL1 aparecem como uma alternativa importante.
Pelo regulamento, um piloto recebe um ponto por participação em um treino livre, desde que complete pelo menos 100 quilômetros e não receba pontos de punição. Ao contrário do que muitos acreditam, é possível conquistar até dez pontos em uma única temporada por meio dessas participações.

Herta já tem asseguradas pelo menos quatro sessões de TL1, incluindo a realizada nesta sexta-feira no Hungaroring. Ainda assim, ele terminaria o ano com dois pontos a menos do que o necessário. De acordo com o GPblog, a Cadillac poderia ampliar sua participação em treinos além do mínimo exigido para novatos, o que faria Sergio Perez e Valtteri Bottas abrirem mão de duas sessões adicionais.
Questionado sobre a disputa pela superlicença, Herta admitiu que não acompanha a contagem de perto: “Para ser honesto, não sei exatamente como está. Não me preocupo com isso. Deixo que os outros descubram e me digam o que preciso fazer”, afirmou.
O piloto também evitou projetar seu futuro além da próxima temporada: “Nem comecei a pensar nisso, para ser sincero. Preciso conversar com os chefes e entender o que está acontecendo”, disse. Sobre a possibilidade de permanecer na Fórmula 2 por mais um ano, foi direto: “Sim, eu gostaria disso.” Procurada pelo GPblog, a Cadillac optou por não comentar o assunto.
