F1: Brundle questiona existência da Sauber na categoria

Em um cenário de mudanças para a Sauber na Fórmula 1, após a saída da Alfa Romeo da categoria, o comentarista e ex-piloto Martin Brundle, levantou duras críticas ao desempenho do time suíço, questionando o próprio propósito de sua existência e alertando para a necessidade de mudanças estruturais. Com a chegada da Audi ao time em 2026, o momento para reformulações é crucial, segundo Brundle.

Após deslizar da sexta posição no Campeonato de Construtores em 2022 para a penúltima em 2023, a Sauber acumulou mais desapontamentos do que glórias na última temporada. A única vitória em 30 anos de F1 (com Robert Kubica em 2008) parece distante, e os 27 pódios conquistados não amenizam a sensação de ‘rodar em círculos’ durante a maior parte da história da equipe.

“Eles mostraram ritmo de vez em quando, não tanto este ano quanto no ano passado, especialmente com Valtteri Bottas”, afirmou Brundle no balanço de fim de temporada da Sky Sports F1. “Mas é uma equipe sólida. Eu a chamo de Sauber, e sempre me pergunto qual o motivo de sua existência, o que eles são, o que buscam, qual o objetivo? Com outras equipes, fica bem claro o que estão tentando fazer.”

Com um novo patrocinador principal definido para 2024 (Stake F1 Team Kick Sauber, por enquanto o nome divulgado pela equipe) e o lançamento do carro na Inglaterra em 2024, a Sauber sinaliza para uma nova era. Porém, para Brundle, a simples mudança de nome não basta.

“Eu não os subestimaria, mas eles parecem simplesmente rodar em círculos no mesmo lugar no campeonato, então algo precisa mudar”, afirmou o ex-piloto. “Essa mudança pode muito bem ser a Audi, que está progressivamente assumindo a equipe, até se tornar equipe da fábrica alemã em 2026.”

Para Brundle, a chegada da Audi representa uma oportunidade de ouro para a Sauber. Porém, o time suíço não pode se acomodar e esperar passivamente o aporte tecnológico e financeiro do gigante alemão. Reformulações internas, uma definição clara de objetivos e a busca por uma identidade própria, são fundamentais para que a Sauber não seja apenas um apêndice da Audi no futuro da Fórmula 1.