Documento técnico mostra a Aston Martin com 16 atualizações declaradas para Budapeste, em uma etapa marcada por foco em carga aerodinâmica e refrigeração.
A FIA divulgou o documento com as atualizações declaradas pelas equipes para o GP da Hungria de Fórmula 1, no Hungaroring. O material mostra a Aston Martin como o grande destaque em volume de novidades, com um pacote amplo de 16 itens. McLaren, Mercedes, Red Bull, Racing Bulls e Ferrari também apresentaram atualizações para a etapa em Budapeste, enquanto a Alpine não declarou novidades.
A leitura geral do documento é diferente da vista no GP da Bélgica. Em Spa-Francorchamps, as equipes estavam mais concentradas em reduzir arrasto e ganhar eficiência nas retas. Para o Hungaroring, circuito mais travado, com muitas curvas e menos trechos de alta velocidade, o foco passa a ser a geração de carga aerodinâmica, o equilíbrio do carro em curvas de baixa e média velocidade e a refrigeração.
A Aston Martin foi a equipe que mais chamou atenção. O time declarou 16 atualizações, formando um pacote que mexe em praticamente todas as áreas importantes do carro. As mudanças envolvem a asa dianteira, a lateral da asa dianteira, o bico, o conjunto dianteiro, o assoalho, as aletas internas do assoalho, a borda do assoalho, o difusor, a entrada de ar dos sidepods, a cobertura do motor, as aberturas de refrigeração, a suspensão traseira, o conjunto traseiro, a asa traseira, a asa-viga e a lateral da asa traseira.
Na prática, a Aston Martin levou um pacote completo para tentar aumentar a carga aerodinâmica do carro. A dianteira foi retrabalhada para melhorar o comportamento inicial do fluxo de ar, enquanto as mudanças no assoalho e no difusor buscam ampliar a pressão aerodinâmica gerada na parte inferior do carro. Na traseira, as alterações em suspensão, conjunto traseiro, asa traseira e asa-viga indicam uma tentativa de integrar melhor todo o pacote.
A McLaren também aparece com um conjunto relevante de atualizações. A equipe declarou cinco novidades: asa traseira, assoalho, conjunto dianteiro, saída de refrigeração dos freios dianteiros e conjunto traseiro. O pacote combina busca por mais carga aerodinâmica com atenção à refrigeração, algo importante em uma pista de baixa velocidade média, onde há menos fluxo de ar natural para resfriar componentes.
A Mercedes levou três atualizações para Budapeste. A equipe mexeu na asa traseira, na cobertura do motor e em uma pequena peça aerodinâmica na região traseira central do carro. O objetivo é aumentar o apoio aerodinâmico em proporção adequada às características do Hungaroring, além de melhorar a refrigeração por meio de uma saída traseira maior na carroceria.
A Red Bull também declarou três mudanças. A equipe atualizou elementos da asa traseira, o assoalho na região do difusor e uma configuração de asa traseira voltada a gerar mais carga aerodinâmica. A leitura é clara: para a Hungria, a equipe buscou mais apoio, especialmente na traseira, sem perder estabilidade no fluxo de ar.
A Racing Bulls apresentou três atualizações. O time mexeu na entrada de ar superior, na asa traseira e nas aberturas de refrigeração. O pacote combina ganho aerodinâmico com aumento da capacidade de resfriamento, uma necessidade comum em circuitos travados e com muitas zonas de baixa velocidade.
A Ferrari declarou duas atualizações, ambas ligadas à asa traseira. A equipe apresentou um novo desenho para os elementos da asa e para a lateral da peça, com foco em aumentar a carga aerodinâmica traseira de forma mais consistente. O documento também indica a possibilidade de uso de um conjunto adicional de pequenas aletas, voltado a gerar mais apoio, ainda que com perda de eficiência aerodinâmica.
A Williams também levou duas novidades, na asa traseira e no assoalho. As mudanças são específicas para o Hungaroring e buscam aumentar a carga aerodinâmica na traseira do carro. A Haas declarou uma atualização na asa traseira, também com foco em mais apoio aerodinâmico.
A Audi, equipe de Gabriel Bortoleto, apresentou uma atualização pontual. A mudança está na lateral da asa traseira e tem como objetivo gerar ganho local de carga aerodinâmica, contribuindo para a eficiência geral do carro. A Cadillac também declarou uma novidade, no conjunto dianteiro, voltada à refrigeração dos freios. Já a Alpine não apresentou atualizações no documento técnico da FIA para esta etapa.
O GP da Hungria costuma exigir um carro com bom apoio aerodinâmico, boa tração e capacidade de manter estabilidade em sequência de curvas. Por isso, o documento da FIA mostra uma tendência clara: as equipes buscaram mais carga aerodinâmica e melhor refrigeração, em contraste com o foco em redução de arrasto visto em pistas de alta velocidade.
