Líder do campeonato 2026 da Fórmula 1, Kimi Antonelli revelou ter ficado surpreso com os relatos de que a Mercedes poderá atualizar sua unidade de potência por meio do mecanismo de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO) da FIA. (Federação Internacional de Automobilismo).
Segundo informações amplamente divulgadas, o motor de combustão interna (ICE) da Mercedes foi classificado como o segundo melhor do grid, atrás apenas da Red Bull. A diferença de desempenho estaria entre 2% e 4%, o que tornaria a fabricante alemã elegível para uma atualização nesta temporada e outra em 2027. Já Ferrari, Audi e Honda estariam mais de 4% atrás da Red Bull e, por isso, devem receber duas atualizações adicionais tanto em 2026 quanto em 2027.
A notícia chega em meio ao domínio da Mercedes na F1. A equipe venceu as seis corridas disputadas até agora na temporada, enquanto Antonelli lidera o campeonato de pilotos com 66 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton e acumula cinco vitórias consecutivas antes do GP de Barcelona.

Questionado sobre a possibilidade de melhorias no motor da Mercedes, o piloto de 19 anos afirmou: “Sim, para ser sincero, não sei exatamente qual foi a decisão por trás disso e tudo mais, porque obviamente não estou envolvido nisso. Então seria melhor perguntar à equipe e à FIA como isso foi atribuído e com base em quê.
“Mas com certeza, pelo menos da minha parte, fiquei surpreso porque acho que nosso motor é muito forte. No entanto, certamente houve razões por trás disso, e é claro que a equipe agora precisará começar a trabalhar para tentar identificar onde podemos ganhar ainda mais desempenho. É um processo que não será de curto prazo; será um processo de longo prazo porque encontrar mais desempenho no motor leva tempo.”
“Então, definitivamente, a equipe já fez um trabalho incrível com a unidade de potência, e tenho certeza de que eles vão se esforçar ao máximo para tentar extrair ainda mais desempenho agora que recebemos esse benefício.”
A Red Bull pediu a revisão dos resultados. O pedido foi acatado pela FIA, que ainda não divulgou oficialmente o cenário de motores.
