A Alpine está avaliando se pode tomar novas medidas após a decisão da Corte Internacional de Apelação da FIA, sobre o resultado do GP de Mônaco de Fórmula 1. A equipe analisa suas opções depois de Flavio Briatore questionar a independência de um dos juízes envolvidos no julgamento.
Essa decisão da Corte anunciada na sexta-feira (04), restabeleceu as duas penalidades de cinco segundos impostas a Pierre Gasly por excesso de velocidade no pit lane. Com isso, o francês voltou para a sétima posição e Isack Hadjar recuperou oficialmente o terceiro lugar, garantindo seu primeiro pódio pela Red Bull Racing e o segundo em sua carreira.
Falando em Monza, Briatore apontou Filippo Marchino, um dos quatro integrantes do painel responsável pelo caso, e afirmou que o juiz teria ligações com a McLaren, uma das equipe que entrou com o recurso contra o resultado em Mônaco, junto com a Red Bull Racing, colocando em dúvida sua independência. A McLaren reagiu às declarações, com o chefe da equipe, Andrea Stella, classificando os comentários do consultor da Alpine como ‘insultantes’.
Embora a Alpine tenha declarado anteriormente que aceitaria a decisão da Corte, mesmo discordando claramente do resultado, a equipe agora examina possíveis alternativas. Uma delas está prevista no próprio regulamento da FIA, que permite solicitar uma revisão quando surgem evidências novas e relevantes, desconhecidas no início do processo, capazes de colocar a decisão em dúvida ou provocar sua alteração.

O pedido pode ser apresentado por uma das partes envolvidas, e como o caso interfere na classificação do campeonato, o prazo previsto pelas regras termina em 30 de novembro deste ano. Caberá à própria Corte Internacional de Apelação, avaliar se existem fundamentos suficientes para reabrir o processo.
Briatore sustenta que a Alpine só tomou conhecimento, depois da audiência, das informações que embasaram seus questionamentos sobre Marchino. Isso, porém, não significa automaticamente que os requisitos para uma revisão tenham sido atendidos, já que os juízes devem ser identificados antes do início do processo e eventuais objeções à composição do painel podem ser apresentadas nesse momento, algo que não ocorreu no caso.
As regras da FIA também deixam aberta a possibilidade de uma medida perante outro tribunal ou corte, após o esgotamento dos recursos internos da entidade. O artigo 17 determina, contudo, que os procedimentos previstos dentro da FIA precisam ser concluídos primeiro, além de exigir que a federação seja comunicada caso uma ação externa seja iniciada.
