Ayrton Senna deu pontapé inicial em amistoso da Seleção antes da Copa de 1994

Não é segredo para ninguém que o tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna, era um fã de futebol. Uma das provas disso é que, em 1993, o piloto, torcedor do Corinthians, exaltou o título mundial do São Paulo, obtido após vitória contra o Milan no Japão. Um ano depois, o piloto deu o pontapé inicial em um amistoso da Seleção Brasileira semanas antes do início da Copa do Mundo de 1994.

Ayrton Senna
Foto: reprodução

No dia 20 de abril de 1994 o time comandado por Carlos Alberto Parreira foi até Paris para jogar, no Parque dos Príncipes, um amistoso contra um combinado de jogadores do PSG e do Bordeaux. Senna, por sua vez, vivia um início de temporada difícil na F1, com dois abandonos em seu início de trajetória na Williams, em Interlagos e em Aida, no Japão.

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Por sugestão do narrador esportivo Galvão Bueno, Senna viajou para a França para acompanhar o amistoso da Seleção Brasileira. Então, o piloto foi convidado para dar o pontapé inicial da partida, e ele aceitou, mesmo temendo ser vaiado pelo público parisiense, uma vez que seu maior rival nas pistas era o francês Alain Prost.

Mas, no lugar de hostilidade, aplausos foram dados para o brasileiro tão logo Senna subiu ao gramado. O piloto ainda cumprimentou o trio de arbitragem daquela partida e o capitão da Seleção Brasileira no dia, Raí, que curiosamente teria uma passagem importante pelo PSG. Ayrton ainda incentivou o time em busca do tetracampeonato. “Acelera daqui, que eu acelero de lá”, disse o piloto.

Existia uma expectativa de que os dois tetracampeonatos pudessem vir em 1994. Enquanto a Seleção Brasileira foi para a Copa do Mundo após uma Eliminatória agônica, quando se classificou apenas na última partida, Senna havia trocado a McLaren pela Williams naquele ano, e mesmo com a proibição da suspensão ativa, era o favorito daquele ano.

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Quis o destino que 11 dias depois daquele jogo Senna sofresse o acidente que tirou sua vida no GP de San Marino, em Ímola, na Itália. A Seleção Brasileira, porém, mostrou força ao longo da Copa do Mundo e garantiu seu tetracampeonato após vitória nos pênaltis contra a Itália na decisão. Na comemoração do título, uma faixa com os dizeres “Senna… Aceleramos juntos. O tetra é nosso” foi aberta por jogadores e membros da delegação.

A faixa foi guardada pelo superintendente da CBF na época, Américo Faria, e, mais de 30 anos depois, foi entregue a família Senna, que a mantém no acervo de itens do piloto.