A Ferrari era vista como a principal força opositora aos Red Bull antes do GP da Austrália, mas o desenrolar dos acontecimentos mostrou que esse papel coube à McLaren. Fernando Alonso foi o melhor piloto da equipe, com o quinto posto, e confessa que ficou decepcionado, não tanto com a posição conseguida, mas, sobretudo pela distância para a Red Bull e até para a McLaren.
“Não fomos supercompetitivos logo desde os treinos livres. E para a qualificação tivemos uma abordagem bastante conservadora. Sabíamos que se corrêssemos riscos seria quarto e que se jogasse de forma segura seria quinto ou sexto, então não era altura de correr riscos na primeira corrida do campeonato”, confessou Alonso à imprensa espanhola.
“Mas infelizmente ficamos com apenas um jogo de pneus macios para a Q3. Tentamos o nosso melhor e o quinto lugar é mais ou menos o que esperava antes da qualificação. Com a posição podemos estar satisfeitos, mas com a distância para a pole não. É isso que temos de analisar esta noite”, admitiu.
Quanto às dificuldades sentidas hoje, Alonso destacou que o carro não tinha aderência: “Ontem tínhamos mais aderência e mais equilíbrio no geral, hoje tanto eu como o Felipe (Massa) sentimos menos aderência. Talvez as condições da pista tenham piorado ligeiramente, mas os outros tenham melhorado. Temos de perceber melhor o que aconteceu”.
Alonso disse ainda que a distância para os carros que perseguiam a Ferrari foi menor do que nos testes de inverno, o que para o espanhol causa alguma estranheza: “Veja-se a distância para os Toro Rosso, Sauber ou Renault – sabíamos com base nos testes de inverno e dos treinos de ontem que estávamos um segundo à frente deles e hoje foram apenas dois ou três décimos separando-nos. Por isso, há alguma coisa em falta no nosso carro. Vamos tentar fazer uma boa corrida amanhã e em Sepang teremos de estar perto da pole, de certeza”.