Pedro Cardoso coloca Hot Car no Top-10 em Santa Cruz do Sul

Brasiliense de 20 anos, estreante na categoria, fez corridas consistentes e somou bons pontos para a equipe com um 13º e um nono lugar nas duas provas deste domingo (21); argentino Agustín Canapino e Rafael Suzuki chegaram em 11º e 12º, respectivamente, e tiveram de abandonar a segunda prova

Duas corridas agitadíssimas e com alguns acidentes marcaram a disputa da quinta etapa da Stock Car neste domingo (21) em Santa Cruz do Sul (RS). As vitórias ficaram com Julio Campos e Ricardo Maurício, mas a Hot Car Competições também pôde comemorar um final de semana considerado positivo pelo chefe de equipe Amadeu Rodrigues. Alinhando três carros na etapa de número 5 da temporada 2019, o time sediado em Cajamar (SP) trouxe o argentino Agustín Canapino para correr junto de Rafael Suzuki e Pedro Cardoso.

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Todos os três pilotos adotaram estratégias para ganhar mais posições na segunda prova, mas já na primeira o trio da Hot Car produziu bastante: Canapino e Suzuki, que largaram de 17º e 18º, chegaram juntos em 11º e 12º, imediatamente à frente de Pedro Cardoso, em 13º, que havia largado da última posição e fazendo excelente recuperação.

Na segunda prova, tanto Canapino como Suzuki tiveram de abandonar em razão de batidas causadas por outros pilotos, e coube ao estreante brasiliense de apenas 20 anos a tarefa de somar pontos para a equipe. Pedro adotou uma estratégia mais agressiva, soube controlar o ritmo com pneus mais velhos e terminou na nona posição, fazendo seu primeiro top-10 na Stock Car.

“Nada como um dia após o outro…”, filosofou Pedro. “Ontem eu estava chateado porque não tinha conseguido completar boas voltas. Mesmo assim, mantivemos a cabeça em pé, com foco em melhorar, e sabemos que a Stock Car é muito imprevisível. Dei meu melhor durante todo o tempo, tive muita dificuldade durante as corridas, correndo com pneus velhos. Segui lutando, fazendo meu melhor, sair das batidas, concentrado”, contou.

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Pela primeira vez correndo pela categoria em Santa Cruz do Sul, Cardoso pontuou nas duas provas. “Fazer um 13º e um nono foi muito bom, melhor que eu imaginava largando de último. Eu conseguia acompanhar os ‘caras’ à frente mesmo estando com pneus mais desgastados, em um ritmo muito bom. Estou muito feliz por ter feito minha melhor corrida na Stock Car até agora”, disse o estreante de 20 anos, que fez a terceira melhor volta da corrida 2, com 1min22s415.

Rafael Suzuki mantinha esperanças de fazer uma excelente corrida 2 depois das boas disputas que travou na primeira prova e com o ritmo de que dispunha. Não conseguiu converter a expectativa em resultado porque foi acertado por dois carros ainda na primeira volta da prova complementar.

“Nosso ritmo era bom, embora a estratégia colocasse o foco maior na segunda corrida e isso sacrificou um pouco o resultado da primeira. Eu tinha boas expectativas, mas já na primeira volta da corrida 2 houve aquela confusão na curva 3 e levei pancadas de todos os lados e foi impossível continuar, o que é uma pena, porque tínhamos potencial e o 12º lugar da primeira prova nos trouxe mais alguns pontos”, afirmou.

Agustín Canapino teve em Santa Cruz do Sul a sua segunda experiência na Stock Car, depois de ter disputado a Corrida do Milhão do ano passado. Campeão do Super TC2000 de 2016, o argentino chegou à Hot Car confirmando o status de estrela em seu país ao liderar o primeiro treino livre ainda no sábado. A classificação não converteu o potencial, mas mesmo largando da 17ª posição, Canapino terminou a primeira corrida em 11º disputando com Lucas Foresti o décimo lugar e a chance de largar da primeira posição na segunda prova com o grid invertido entre os dez melhores.

O argentino, quando era o nono colocado na segunda corrida, foi acertado na traseira por outro carro, colocando-o fora da corrida a dez voltas do final. “A primeira corrida foi muito boa, pude avançar de 17º a 11º e muito perto do décimo, a quem tentei passar a corrida toda e cuja posição coloca o piloto em primeiro na largada para a segunda prova. Na segunda havia muita diferença de ritmo entre os pilotos: quem estava com pneus menos desgastados era muito mais rápido, e eu tinha pneus mais velhos quando estava em nono e de repente levei uma pancada na traseira e não pude mais continuar”, lamentou Canapino.

Mesmo assim, o argentino disse ter gostado da experiência de correr na que ele considera “uma das categorias mais competitivas do mundo”. “Foi uma honra correr contra tantos pilotos experientes e campeões. Fui muito bem recebido na Hot Car e por todos na categoria. O trabalho foi muito bem feito pela equipe, porque conseguimos evoluir bastante. Por isso agradeço à Chevrolet e à Hot Car pela oportunidade de estar aqui”, agradeceu.

O balanço feito por Amadeu Rodrigues foi, ainda, positivo, principalmente pela evolução demonstrada por todos os pilotos, em especial por Pedro Cardoso. “Nossos três carros, em momentos diferentes, andaram muito bem. O Canapino fez uma ‘corridaça’; um piloto que corre na Stock Car pela segunda vez na vida, em uma pista muito difícil, onde vimos pilotos muito experientes largando atrás e andando atrás dele. Na segunda prova infelizmente ele foi tocado e não terminou. Rafael também fez um ‘corridão’, foi 12º e fizemos uma estratégia agressiva para a segunda prova. Iríamos recolher o carro no final da primeira volta para fazer a troca de pneus e contar com a entrada de um ‘safety car’; e houve o safety car, mas ele foi tocado por outro piloto e acabou quebrando o carro quando tinha potencial para terminar pelo menos entre os cinco primeiros”, explicou.

“Fiquei muito feliz com o Pedro, que foi muito consistente na primeira corrida e na segunda usou uma estratégia muito parecida com a que iríamos aplicar ao Rafael, chegou a se posicionar entre os seis primeiros. É um piloto que está começando agora na Stock Car, e trouxe um resultado fantástico, deixando todos na equipe muito contentes com ele. Agora, para Campo Grande, muito trabalho a fazer, mas estou satisfeito”, falou.

“A vinda do Canapino também, com o apoio da Chevrolet, foi uma demonstração da capacidade técnica da equipe; fomos muito elogiados pelo piloto, pelo engenheiro dele que veio da Argentina, e isso valoriza o trabalho de todo o time”, concluiu Amadeu.

A Stock Car volta a se reunir dentro de três semanas para a sexta etapa, que marca a metade do campeonato. A principal categoria do automobilismo brasileiro corre no dia 11 de agosto em Campo Grande (MS).

 

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