Raça e determinação mantêm Jean no Dakar

“Só estou na prova ainda porque quero chegar ao final”. A frase resume a raça e a determinação do piloto brasileiro Jean Azevedo, da equipe Petrobras Lubrax, que está disputando o Rally Paris-Dakar com fortes dores no ombro. Ele já pensou em abandonar a prova várias vezes.

O momento mais difícil foi durante a etapa entre Tidjikja e Nema, na Mauritânia, na sexta-feira. O trecho de 736 quilômetros era o mais longo deste ano, com 736 quilômetros cronometrados. Também era o mais duro. “Em dois momentos eu quase acionei a baliza, mecanismo que emite um sinal para a organização. Eles iriam me buscar no meio no trajeto, mas eu seria automaticamente desclassificado. Eu não estava agüentando mais”, disse Jean.

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Azevedo vem sentindo fortes dores no ombro em virtude de um acidente no Rally dos Sertões, em julho. Ele quebrou o úmero e precisou passar por cirurgia para a colocação de dois pinos. Devido ao grande esforço exigido em vários dias de prova, ele não tem mais forças para segurar o guidão da moto, que pesa quase 200 quilos com os tanques cheios.

“Fico revoltado porque sou ultrapassado por vários pilotos menos experientes e com motos inferiores. Isso acaba me estressando”, lamentou o paulista de São José dos Campos, que está correndo com uma KTM 700 cilindradas. Para suportar as dores, ele precisa tomar analgésicos antes de cada largada.

O cancelamento de duas etapas da competição, a de sábado e a de domingo, na véspera do dia de descanso (segunda-feira) devido a ameaças de ataque no deserto do Mali, caiu do céu para Jean Azevedo. Ele terá três dias para repouso. “Tenho raça. Vou lutar até o último minuto para conseguir pelo menos completar a prova, que termina dia 18 de janeiro em Dakar, capital do Senegal”, disse Jean.

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Na pior etapa até agora, a de sexta-feira, ele terminou em 22º lugar e está em 15º na classificação geral com a soma dos tempos desde a largada, dia 1º de janeiro, em Clermont Ferrand, na França. Dos 11.000 quilômetros previstos inicialmente, a competição já percorreu 6.135, faltando 5.000 para o final.

Mais informações no site www.parisdakar.com.br

A Equipe Petrobras Lubrax tem patrocínio da Petrobras, Petrobras Distribuidora, Mitsubishi Motors do Brasil, Pirelli, e apoio da Minoica Global Logistics, Banco DaimlerChrysler, Controlsat Monitoramento Via Satélite, Eurofarma, Planac Informática, Mitsubishi Koala, Mercedes-Benz Caminhões, Nera Telecomunicações, Telenor Satellite Services AS, Kaerre, Capacetes Bieffe, Lico Motorsports, Artfix, Adventure Gears, ZF do Brasil, Behr, Sadia e Dakar Promoções.