Chefe da F2 admite surpresa com dificuldades de Herta na categoria

Colton Herta teve uma temporada bem mais complicada do que o esperado em sua estreia na Fórmula 2 este ano, segundo Bruno Michel, CEO da categoria. O dirigente avalia que a mudança da IndyCar para um ambiente de trabalho diferente, pode ter sido subestimada pelo piloto e pela própria organização.

Piloto de testes da Cadillac na Fórmula 1, o norte-americano deixou a IndyCar para disputar a F2 em 2026 pela Hitech, buscando conseguir os pontos necessários para obter a superlicença da FIA e tentar chegar na principal categoria do automobilismo. No entanto, ele ocupa apenas a 19ª posição no campeonato e ainda não conquistou nenhum pódio, cenário que também dificulta seus planos para 2027.

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Em entrevista ao PlanetF1.com, Michel reconheceu que o desempenho de Herta ficou abaixo de suas expectativas: “Foi mais difícil do que eu imaginava, porque Colton é um piloto muito forte. Não há dúvida disso. Talvez ele e nós tenhamos subestimado a diferença no ambiente de trabalho em comparação com as equipes da IndyCar”, afirmou.

O dirigente apontou as sessões de classificação como uma das principais dificuldades de Herta. Na F2, os pilotos precisam encontrar rapidamente o ritmo em sessões curtas, com pouco tempo de pista e apenas uma ou duas voltas rápidas por jogo de pneus. Segundo Michel, essa exigência pode ter afetado o norte-americano mais do que ele próprio esperava, embora o piloto tenha apresentado bons desempenhos em algumas corridas.

Chefe da F2 admite surpresa com dificuldades de Herta na categoria
Foto: Hitech

A situação deixa dúvidas sobre os próximos passos de Herta. Ele não deve alcançar a pontuação necessária para obter a superlicença, e também está distante da meta de terminar entre os dez primeiros na F2, estabelecida por Dan Towriss, CEO da Cadillac na F1. Embora não descarte disputar a categoria novamente em 2027, essa não é sua prioridade declarada.

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Michel, por sua vez, defendeu a presença de pilotos com trajetórias diferentes na F2, mesmo reconhecendo os obstáculos da transição: “Acho muito positivo receber pilotos que vêm de fora. Para Colton, entrar na Fórmula 2 foi um passo grande e bastante diferente, mas acredito que essa experiência é importante para quem pretende chegar à Fórmula 1”, acrescentou.

Restam apenas duas etapas na temporada 2026 da Fórmula 2, e Michel espera que Herta consiga terminar o campeonato um pouco mais em alta: “Ele merece isso”, concluiu o dirigente da categoria.