Brasileiros se destacam pelo segundo dia consecutivo

Os testes desta semana na GP2 Series no circuito de Paul Ricard, Sul da França, tiveram presença marcante dos brasileiros. Após a quarta-feira (21/02) ter o amazonense Antonio Pizzonia (FMSI) como o melhor representante do país com o terceiro lugar, nesta quinta-feira (22/2) foi a vez do paulista Lucas Di Grassi (ART) comandar as duas sessões de treinos, fechando o dia com a melhor marca (1min09s768), em um traçado diferente do dia anterior.

No segundo dia de ensaios, a categoria optou por treinar no traçado “2A“, que utiliza a grande reta Mistral, apenas para testar o novo pacote aerodinâmico dos carros da temporada 2007 da categoria. “Esse traçado só servia mesmo para o teste aerodinâmico, pois só possui seis curvas e não é referência para nenhuma pista do calendário”, comenta Antonio Pizzonia, que ficou com o 16º tempo, ao cravar a sua melhor volta em 1min10s418.

Durante a manhã, a chuva que caiu sobre a região francesa fez com que as equipes adiassem seus testes aerodinâmicos de fato, aproveitando apenas o final da sessão, com muito tráfego e confusão, para marcarem seus melhores tempos. Pizzonia, que na quarta-feira só andou com pista seca pela manhã, quando foi o segundo mais rápido, nesta quinta-feira optou por aproveitar a oportunidade, já que não guiava na chuva há algum tempo. “De manhã dei algumas umas voltas na chuva, e sem me preocupar muito com o acerto. No final da sessão, todos se aglomeraram na pista para tentar um bom tempo, e foi uma questão de quem conseguia uma melhor posição em relação ao tráfego”, explica o amazonense.

Já durante a tarde, com pista seca, as equipes foram finalmente testar o pacote aerodinâmico novo na grande reta de Paul Ricard, e todos melhoraram seus tempos. “De tarde testamos bastante a parte aerodinâmica, fazendo muitas experiências e aprendendo o funcionamento de todo o conjunto. Entretanto, nas três oportunidades que eu tentei fazer uma volta rápida com pneus novos, tive de abortar duas delas por causa de bandeiras vermelhas, e em outra peguei muito tráfego”, analisou o manauara, que assim acabou marcando seu melhor tempo com o jogo mais velho de pneus.

Apesar dos imprevistos, Pizzonia saiu contente com o trabalho desenvolvido. “O tempo não refletiu o bom trabalho de nossa equipe durante os testes. Apesar de chuva e trânsito, o dia foi produtivo, pois aprendemos bastante sobre o novo kit aerodinâmico. Na parte de acerto mecânico, nem tivemos interesse em fazer experiências, pois este traçado de seis curvas não será parâmetro para outras pistas”, revelou o piloto de 26 anos de idade.

Além de Pizzonia e Di Grassi, outros brasileiros participaram dos testes desta quinta-feira na GP2: Bruno Senna (Arden) foi o 15° com o tempo de 1min10s417 e Xandinho Negrão (Minardi/Piquet) foi o 21° colocado, registrando sua melhor passagem em 1min10s885. 10. O italiano Giorgio Pantano (Campos), o mais rápido no primeiro dia, foi cronometrado em 1min10s252 e ficou em décimo.

Pizzonia destaca a importância do que vem pela frente. “Os próximos testes, em Barcelona (dias 08 e 09/03), serão muito mais importantes, pois a pista catalã será sede uma etapa do campeonato, e foi feita a modificação no final do traçado, que ainda não conheci de perto”, conta o piloto que já teve experiência na Fórmula 1 pelas equipes Jaguar e Williams.



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