Wolff fala sobre desafios da F1 no curto e longo prazo

Toto Wolff afirmou que a Mercedes oscila entre a euforia e a depressão, devido à pressão para ter sucesso na F1.

A Mercedes venceu os últimos sete campeonatos de construtores de forma dominante desde a introdução da atual era turbo-híbrida, mas está enfrentando um teste mais difícil nessa temporada.

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Em uma discussão sobre ‘Liderança em Tempos Extraordinários’ na Universidade de Oxford no início deste mês, Wolff foi questionado sobre autocrítica e questões de compartimentação para progredir de corrida em corrida.

“Claro que existe esse interesse de curto prazo que é o carro de corrida e sua unidade de potência, e como podemos otimizá-lo ou como podemos aprender com nossos erros”, disse Wolff.

“Muitas vezes ouço organizações irem a público e dizer que é realmente difícil para nós, porque precisamos apresentar relatórios trimestrais e satisfazer nossos stakeholders, os analistas ou acionistas.”

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“Bem, em nosso setor, você faz relatórios 20 vezes por ano, porque você é tão bom quanto sua última corrida, e todo mundo oscila entre a euforia e a depressão.”

“Se perdermos, será o fim da era Mercedes e se vencermos, será a força dominante nos próximos cinco anos, por isso é muito importante equilibrar os interesses de longo e curto prazo da equipe.”

Como uma figura importante na F1, Wolff faz parte de um seleto grupo de pessoas que tem o poder de moldar o esporte para o futuro.

Embora seu foco principal seja o sucesso no curto prazo, o austríaco explicou que precisa encontrar um equilíbrio entre suas visões para a equipe e para a F1.

“Você diria que uma equipe de F1 está focada em um futuro de curto prazo, mas não é tão simples, porque fazemos parte de um grupo de interessados que definem os regulamentos futuros, que definem a estratégia de longo prazo”, acrescentou.

“Como vemos o esporte daqui a 10 anos? Quais são os canais de comunicação e a forma de implantação do conteúdo? Que tipo de tecnologia queremos ter em nossos carros em termos de combustíveis sustentáveis ou motores híbridos, de propulsão elétrica?”

“Preciso equilibrar meu tempo entre fazer parte do processo de tomada de decisão daqui para frente, porque a plataforma precisa voar. Só se tivermos fãs e público interessado no esporte, eu e a Mercedes poderemos continuar fazendo o que estamos fazendo”, finalizou.

 

 

 

 

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