A Williams diz que não tem pressa para definir sua dupla de pilotos para 2022, e acredita que suas mudanças recentes significam que está se tornando uma opção cada vez mais atraente para os pilotos.
Nos últimos três anos, a Williams terminou em último lugar na classificação e não marcou nenhum ponto desde meados de 2019.
A equipe passou por uma mudança de propriedade em meados de 2020, com o grupo Dorilton Capital substituindo a família Williams, enquanto outras reestruturações e mudanças de pessoal ocorreram desde então.
George Russell está na equipe desde 2019, enquanto Nicholas Latifi ingressou um ano depois.
Russell, sem contrato no final de 2021, está fortemente associado a uma possível mudança para a Mercedes em 2022, muito provavelmente no lugar de Valtteri Bottas.
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, afirmou, de maneira não muito séria, que sua equipe pode não tomar sua decisão até fevereiro de 2022.
A decisão da Mercedes terá um efeito indireto sobre a Williams, mas o CEO da equipe, Jost Capito, afirmou que tem tempo para esperar como a situação evolui.
“Quando vejo quais são os contatos que estão ocorrendo com a Williams, parece que é a equipe para onde os pilotos querem ir”, disse Capito.
“Eles percebem o que os novos proprietários fizeram, o que estão fazendo, o investimento, as mudanças na equipe, e sabem que a Williams cuida muito bem dos pilotos e funcionários.”
“Acho que nos próximos meses, na verdade tenho certeza, a Williams se tornará cada vez mais atraente para os pilotos, então é por isso que não temos pressa para 2022”, acrescentou.
Desde o último evento no Azerbaijão, a Williams se separou do chefe da equipe Simon Roberts, com uma nova estrutura sendo instalada.
O diretor técnico, ‘FX’ Demaison, assumiu o comando da engenharia, enquanto a Williams está recrutando um diretor esportivo.
“Nos primeiros 100 dias me esforcei muito para entender como funciona a equipe”, explicou Capito, que ingressou em fevereiro.
“Conversei com mais de 80 gerentes em reuniões individuais, e fiz a todos eles as mesmas perguntas para ter uma boa visão geral do que devemos mudar, o que devemos manter.”
“Ficou claro que a engenharia deveria estar toda em uma mão só: engenharia de pista, design, aerodinâmica. E isso deveria estar sob o diretor técnico, e um diretor técnico que faça todos os trabalhos nas corridas, e FX é exatamente essa pessoa.”
“Você tem um diretor técnico encarregado de tudo relacionado ao carro e você tem um diretor esportivo relacionado a tudo que não tem a ver com o carro, e faz uma equipe de corrida trabalhar e funcionar, para que o pessoal técnico possa focar totalmente em sua área de atuação”, finalizou.
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