Vettel apoia Antonelli em busca de recorde histórico de campeão mais jovem da F1

A possibilidade de Kimi Antonelli tirar de Sebastian Vettel o recorde de campeão mundial mais jovem da Fórmula 1 não incomoda o alemão. Depois de 16 anos com a marca, Vettel garante que ficaria feliz se o italiano conseguir superar seu feito, algo que pode acontecer nesta temporada, já que Antonelli chega aos 20 anos como líder disparado do campeonato 2026.

A vitória no GP da Itália, conquistada depois de uma largada na 19ª posição, foi a sétima do piloto no ano e deixou sua vantagem em 66 pontos. A situação é ainda mais favorável diante de George Russell. Antonelli tem uma margem de quase três etapas sobre o companheiro de equipe. Além disso, soma sete vitórias contra apenas duas de Russell, vantagem que também seria levada em conta como critério de desempate caso os dois terminassem com a mesma pontuação.

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Race winner Andrea Kimi Antonelli (ITA) Mercedes AMG Formula One Team celebrates with the team.
Foto: XPB Images

O cenário coloca Antonelli diante de uma oportunidade de entrar para a história da F1. Vettel conquistou seu primeiro título com a Red Bull em 14 de novembro de 2010, aos 23 anos, 4 meses e 11 dias. Nascido em 3 de julho de 1987, o alemão estabeleceu naquele momento o recorde de campeão mundial mais jovem da F1.

Já o italiano da Mercedes nasceu em 25 de agosto de 2006 e, para superar a marca de Vettel, precisa conquistar o campeonato antes de 5 de janeiro de 2030. Se o título de 2026 for definido apenas na última etapa, atualmente marcada para 6 de dezembro em Abu Dhabi, mas com expectativa de transferência para a Europa, o italiano terá 20 anos, 3 meses e 12 dias.

Vettel não trata a possível perda do recorde como uma decepção. Questionado sobre se seria agridoce ver Antonelli assumir a marca, o tetracampeão mundial respondeu: “Não”, disse Vettel à imprensa. “Ficaria muito feliz por ele. Ele teve um ano incrível, e existe aquela velha frase de que recordes foram feitos para serem quebrados. “Ele ainda tem muitos anos pela frente para isso.”

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“Eu amo o esporte, então, como espectador, é muito empolgante. Torceria para que os outros voltassem e estivessem mais na disputa, mas estou meio que independente e feliz por eles, porque sei o quanto de trabalho existe por trás para se alcançar isso. E quem quer que vença, merecerá”, completou o ex-piloto.