O diretor técnico da Honda Fórmula 1, Toyoharu Tanabe, acredita que o motor ‘compacto’ do fabricante ajudou a Red Bull com mais do que apenas potência.
Ao voltar para a F1 como fornecedor de unidades de potência com a McLaren em 2015, a Honda trabalhou com o que era então conhecido como uma filosofia de ‘tamanho zero’, com o design promovendo um estilo aerodinâmico aprimorado na parte traseira do carro.
O fabricante, no entanto, lutou para se familiarizar com tal princípio, o que resultou em problemas de confiabilidade constantes e a McLaren acabou optando por encerrar a parceria depois de três anos, e se associar à Renault.
Desde a parceria com a Red Bull e a equipe irmã AlphaTauri, a confiabilidade melhorou, e em conjunto com um aumento na potência, a Honda revisitou seu conceito anterior.
Tanabe explicou: “Revisamos cada peça e o conceito de nossa unidade de potência anterior, e em seguida, projetamos o motor deste ano como uma nova unidade de potência.”
“Ao mesmo tempo, nosso desejo de melhorar nosso desempenho da unidade de potência, significa que o ICE (motor de combustão interna) e o ERS (sistema de recuperação de energia), com este novo design, se tornaram mais compacto em comparação com o motor anterior.”
No final deste ano, a Honda vai sair da F1, mas continuará a desenvolver sua unidade de potência antes de entregar a tecnologia em 2022 para a Red Bull Powertrains Ltd, a nova empresa formada pela equipe que terá seu destino em suas mãos.
Questionado sobre se a unidade de potência mais recente do fabricante japonês é a menor até então, Tanabe respondeu: “No geral, posso dizer que é menor, e isso significa que é mais compacta”, concluiu.
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