A F1 voltou a Jeddah para o segundo GP da Arábia Saudita em não muito tempo, e embora o foco tenha mudado para o ataque terrorista que ocorreu na sexta-feira, questões de direitos humanos foram novamente discutidas antes da realização do evento.
Notavelmente, a Arábia Saudita chegou às manchetes no início do mês após a execução de 81 pessoas em um único dia, elevando o total do ano para 100.
Lewis Hamilton e Sebastian Vettel abriram os comentários em dezembro passado, ao denunciar o tratamento negativo aos direitos LGBTQ+ no país, quando a categoria chegou lá para sua estreia.
À luz das execuções em massa e perguntado se ele estava ciente de alguns dos problemas, o piloto da McLaren, Daniel Ricciardo, respondeu: “Estamos cientes de algumas das situações quando chegamos aqui.”
“Estamos informados, mas vindo aqui também temos a chance de criar alguma mudança ou ter alguma influência positiva em vez de não vir”, disse ele.
Ricciardo afirmou também que a F1 está fazendo muito para ajudar a resolver os problemas, observando que 40% dos funcionários do Jeddah Corniche Circuit eram do sexo feminino, enquanto 600 crianças carentes visitaram a pista na sexta-feira.
O australiano também destacou o fato da McLaren estar trabalhando com a Kaust (King Abdullah University of Science and Technology), a primeira universidade mista do país, ‘para inspirar e criar oportunidades’.
Ricciardo acrescentou: “Há um impacto positivo que podemos ter ao vir aqui. Ainda estamos tentando fazer mais e melhor para criar isso, ou influenciar de uma maneira melhor.”
“É claro que estamos cientes de alguns dos problemas, mas estamos tentando criar uma boa mudança ou ter um bom impacto por estarmos aqui. Por enquanto, isso é tudo o que podemos fazer”, finalizou.
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