Nesta quinta-feira os chefes das equipes de F1 irão se reunir virtualmente com os dirigentes da categoria, para votar uma série de mudanças que podem ter ramificações importantes para o esporte.
A gestão da Fórmula 1, incluindo o diretor de esportes motorizados Ross Brawn e o novo CEO Stefano Domenicali, será acompanhada pela FIA e representantes de todas as 10 equipes, formando a ‘Comissão de F1’.
Eles irão votar uma série de mudanças que impactarão não apenas a temporada de 2021, mas também o futuro do esporte.
Um dos principais assuntos em votação, será a introdução de corridas curtas (Corridas Sprint) em eventos selecionados nesta temporada. Brawn e Domenicali estão ansiosos para experimentar mudanças de formato que podem apimentar o fim de semana de corrida e ajudar na criação de resultados mais imprevisíveis.
A ideia de grids invertidos já foi abandonada, depois que as equipes se opuseram à mudança, mas um novo impulso para a corrida Sprint no sábado em três GPs, Canadá, Itália e Brasil, está em discussão.
O plano seria uma sessão de qualificação ocorrer na sexta-feira, que determinaria o grid para a corrida Sprint de sábado. Essa corrida no sábado teria 100 km de distância, com o resultado formando o grid para a corrida principal no domingo.
Sob o novo Pacto de Concórdia, um apoio unânime não é mais necessário para qualquer decisão. Agora se aplica a regra de ‘supermaioria’, o que significa que 28 votos em 30 são necessários. A F1 e a FIA detêm dez votos cada, com cada uma das equipes detendo um voto.
Outro ponto que vai ser votado hoje, é a obtenção da ‘luz verde’ para a inclusão de Portugal no calendário de 2021. Atualmente marcada para 02 de maio, a prova no circuito de Portimão iria completar o calendário de 23 etapas.
No entanto, persiste o problema de Portugal estar incluído na ‘lista vermelha’ do Reino Unido, de países que exigem que os viajantes fiquem em quarentena na entrada no país, e como os esportes de elite não receberam uma isenção como no ano passado, as equipes teriam de cumprir esta regra.
Com a maioria das equipes de F1 sediadas no Reino Unido, isso significaria obter o compromisso do pessoal de viajar diretamente para a Espanha para o evento seguinte.
Este não é um grande problema, já que o GP da Espanha será no fim de semana seguinte, e com a Espanha não listada, as equipes poderão então retornar ao Reino Unido antes do GP de Mônaco em 23 de maio.
Enquanto isso, uma segunda corrida no Bahrein está sendo analisada, e seria no traçado externo do circuito, no fim de semana seguinte, após o GP do Bahrein.
Uma votação que a Red Bull espera obter apoio, é a de um acordo para congelar o desenvolvimento do motor no final de 2021.
A Red Bull está pressionando para que isso aconteça porque espera assumir a propriedade intelectual (IP) da Honda, o que lhe permitiria continuar a operar os motores da Honda, depois que o fabricante japonês abandonar o esporte no final desta temporada.
Se um congelamento não acontecer, é provável que o motor Honda fique para trás de seus rivais o que poderia levar a Red Bull, em último caso, a abandonar a categoria.
A F1 e a FIA apoiam a mudança, uma vez que não apenas economizaria custos, mas também permitiria antecipar planos para uma nova unidade de potência em 2025.
Essas questões provavelmente serão os principais pontos polêmicos da votação de hoje, e embora Mercedes, Renault e Ferrari tenham mostrado algum apoio à ideia, todas elas mostraram alguma resistência também.
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