Renault declara interesse em renovar contrato com a Red Bull

A Renault escreveu para a FIA confirmando a sua vontade de continuar a fornecer motores para a Red Bull na Fórmula 1 em 2017. As quatro fabricantes de motores – Renault, Mercedes, Ferrari e Honda – têm até 15 de maio para confirmar à FIA que têm contratos de fornecimento em vigor com os clientes.

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A Renault concordou em analisar o seu atual acordo com a Red Bull até o final desta temporada, apesar de uma grande briga entre as duas partes no ano passado. Isso resultou em uma renegociação do acordo, com o nome Renault sendo removido do motor, com a Red Bull o rebatizando de TAG Heuer.

Mas após um melhor começo para esta temporada, o diretor da Renault, Cyril Abiteboul, confirmou que a aliança Renault/Red Bull deve continuar no futuro próximo. Perguntado se a Renault apresentou uma carta à FIA afirmando que estava feliz por continuar a fornecer para Red Bull, Abiteboul respondeu ao site Autosport: “Sim”.

“Como sempre dissemos, as pontes não foram queimadas com a Red Bull. Da perspectiva de fabricante de motor, estamos abertos para negócios, para expandir a nossa colaboração. Parte do sucesso da Mercedes foi baseado em ter uma carteira de parceiros, clientes no paddock. Você não pode trabalhar isoladamente”, explicou ele.

“A Red Bull é um corpo forte na F1, e temos toda a razão do mundo para continuar a trabalhar com eles. Faz sentido. Se eles estão felizes, o produto é competitivo, então não temos nenhuma razão para parar de trabalhar com eles”, prosseguiu Abiteboul.

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Um contrato firme será assinado antes do prazo de 1º de junho dado pela FIA, onde deverá ser provado que o motor “B” da Renault é tão potente como foi sugerido. A unidade deverá estrear na semana que vem durante o teste de Barcelona, antes de sua introdução prevista no GP do Canadá, em junho.

“O teste é muito importante, e o momento é bom em todos os aspectos”, acrescentou Abiteboul. “Você sabe o que a Red Bull espera. Eles querem ver o produto, serem competitivos – ainda mais nos próximos meses. Temos a capacidade de demonstrar isso e mostrar que somos sérios”.

“Tvemos uma mudança no desenvolvimento de produtos, mas fizemos uma série de mudanças na estrutura e na forma como estamos trabalhando. Então, eu espero que eles sintam isso, e estamos convencidos de que temos a capacidade de fornecer-lhes um produto competitivo”, completou o dirigente, que também está aberto a um retorno da Toro Rosso, que neste ano está usando motores Ferrari.