Muito tem sido falado sobre a asa traseira flexível da Red Bull. A Mercedes está ameaçando com um protesto durante o GP do Arzeibajão, e caso esse protesto ocorra, o resultado disso é muito incerto.
A asa traseira do carro da Red Bull, e de algumas outras equipes também, se move muito na reta, o que a Mercedes acredita que dá aos seus rivais uma vantagem aerodinâmica. Isso lhes daria menos resistência nas retas, e portanto, mais velocidade máxima, sem sacrificar o downforce nas curvas. Isso poderia ser particularmente útil nas ruas de Baku.
“O motivo pelo qual se tornou um ponto de discussão ainda maior, é porque Baku tem uma sequência reta incrivelmente longa. A reta mais longa do calendário da Fórmula 1. E é aí, claro, que você precisa de velocidade máxima. Nessa grande disputa entre a Mercedes e a Red Bull, sempre foi a Mercedes que teve clara vantagem nisso. Não estou dizendo que isso necessariamente mudará neste fim de semana, mas a Red Bull tem essa asa traseira que é capaz de descarregar um pouco de arrasto sob altas velocidades”, disse Marc Priestley em seu novo vídeo.
“A Mercedes está agora preocupada que a Red Bull possa ganhar muito com isso. Viemos de Mônaco, onde a Red Bull tinha uma vantagem distinta. Existem seções da pista do Azerbaijão que são como Mônaco. A parte que sobe pela cidade é apertada, tortuosa e estreita. No entanto, a longa reta é sobre velocidade máxima. Você pode ganhar muito terreno e ultrapassar com isso. É por isso que a Mercedes está tornando isso um grande ponto de discussão”, disse o ex-mecânico de F1.
Portanto, há muito o que esperar dessa corrida. Será que as equipes já vêm com uma nova asa traseira no Azerbaijão, por medo de um protesto e possível perda de pontos, ou veremos as mesmas asas usadas que em Mônaco e na Espanha, e um protesto da Mercedes pode ocorrer? Se for esse o caso, o ex-mecânico da McLaren tem suas reservas sobre o que isso trará.
“Na verdade, acho que se eles protestassem, não tenho certeza se eles iriam chegar a algum lugar. Isso seria quase criticar o próprio regime de testes da FIA. Eles quase estariam dizendo ‘seus testes não são bons o suficiente’. Eles já anunciaram que estão impondo regras de teste mais rígidas a partir do Grande Prêmio da França, o que, em teoria, vai resolver a questão. Não consigo ver um protesto em Baku ganhando força. Mas, como sempre, é responsabilidade dos comissários, não necessariamente da FIA”, acrescentou.
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