Oscar Piastri trouxe mais uma vez o GP de Mônaco para debate e afirmou que as controvérsias da etapa podem trazer um precedente complicado para a Fórmula 1.
Na corrida em Monte Carlo, diversos pilotos foram penalizados por excesso de velocidade no pitlane. Acontece que o ponto de medição estava 77cm fora do ponto e após a prova, a Alpine entrou com recurso para rever as penalizações de Pierre Galy, que conseguiu ter seu terceiro lugar de volta.
O australiano da McLaren acabou seno uma das vítimas da medição errada e quanto questionado como o campeonato pode evitar de repetir o cenário, respondeu que “acho que a medida mais óbvia é garantir que o pit lane seja medido corretamente. Esse é um bom ponto de partida, obviamente. Acho que o aspecto difícil dessa situação é que a Alpine contestou a punição.”
“Na verdade, acho que todos contestaram as punições. Nunca vi uma corrida assim, com tantas penalidades por excesso de velocidade no pit lane; no meu caso, especificamente, eu sabia que não estava acima do limite”, continuou.

Gasly, apesar de ter recuperado o pódio, afirmou que “acho que, pelo bem do esporte, não queremos ver o que aconteceu se repetir no futuro. Houve um erro naquele fim de semana e acredito que é importante aprendermos com ele. Ao mesmo tempo, se um erro foi cometido e pode ser corrigido, já que a punição foi aplicada injustamente, sem que houvesse infração —, então, no nosso caso, se existe a chance de corrigir, a atitude correta para o esporte é fazê-lo.”
“Fiquei muito satisfeito com as ações e o desfecho da decisão após a corrida. Mas, obviamente, em relação à situação envolvendo McLaren, Oscar e George, entendo perfeitamente o ponto de vista deles quanto ao desempenho. Não tenho nada a ver com os resultados deles, mas eles provavelmente sentem que houve alguma injustiça no que lhes aconteceu; no entanto, isso não tem relação com a Alpine ou com a nossa corrida, sendo algo que eles precisam resolver internamente”, continuou.
Comentando a fala do francês, Piastri pediu cautela para não se avançar demais nessa direção. “A abordagem padrão é: você recebe a punição e, na maioria dos casos, não há como contestá-la, o que considero positivo em 99% das situações. O risco que corremos agora é que, sempre que uma equipe ou piloto achar que uma punição pode estar errada ou acreditar que há chance de revertê-la, entramos nessa saga interminável em que, um mês depois, ainda não sabemos oficialmente o resultado da corrida; acho que esse é o ponto principal”, disse ele.
“Eu concordo, em parte, com o argumento do Pierre de que, se há algo que pode ser corrigido, certamente entendo o motivo; mas isso também abre um precedente um tanto complicado, pois poderíamos acabar numa situação em que ninguém cumpre as punições e todos ficam discutindo o assunto por semanas a fio, o que não é algo que alguém queira ver. É uma situação difícil, com dois lados, ou talvez até mais”, concluiu.
