O calendário da Fórmula 1 em 2023 poderá atingir um novo recorde de 24 corridas, a menos que um ou mais eventos deste ano não sejam realizados no próximo ano.
A F1 confirmou a realização de uma nova corrida em 2023, em Las Vegas e irá acontecer em novembro do próximo ano. O GP do Catar, que foi realizado pela primeira vez no ano passado, mas não está no calendário de 2022 da F1, também deve retornar.
O cancelamento do contrato da Rússia para realizar corridas de F1 após a invasão da Ucrânia pelo país, deixa o cronograma atual com 22 corridas. Se todas essas etapas ocorrerem novamente, além das outras duas já confirmadas, a F1 atingirá um novo recorde de 24 corridas.
Há também a questão de saber se a F1 finalmente retornará à China no próximo ano, pela primeira vez desde 2019. Foi o primeiro país a desistir de sua corrida após o surto de Covid-19.
Pela primeira vez a China tem seu próprio piloto na F1 agora. Mas resta saber quando Zhou Guanyu terá a chance de correr em seu país. Os esforços da China para buscar uma estratégia de zero Covid, estão em desacordo com a realização de eventos esportivos internacionais, e restrições drásticas tiveram que ser implementadas para que os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, ocorressem em fevereiro passado.
Outro complicador é o acordo da F1 com as equipes e a FIA, conhecido com ‘Pacto de Concórdia’, que impõe um limite máximo de 24 corridas por temporada.
Para abrir espaço para todas as corridas possíveis, alguns locais podem perder suas etapas ou ter que alternar com outros anfitriões. Os mais pressionados serão inevitavelmente aqueles que enfrentam renovações de contrato iminentes.
O GP da França em Paul Ricard realizará a última corrida de seu contrato atual este ano. Embora o local no sul da França tenha um apelo óbvio como destino turístico, a pista não é considerada uma das melhores da F1, principalmente desde a reforma que instalou áreas de escape de asfalto em todas as curvas. No entanto, a corrida do ano passado foi amplamente considerada como a melhor, desde que voltou ao calendário em 2018.
Mônaco, 200 quilômetros a leste, também pode ter problemas para manter sua corrida. Considerado há muito tempo como um dos eventos mais glamurosos da F1, agora enfrenta forte concorrência nesse sentido de nomes como Singapura (retornando este ano após uma ausência de duas temporadas devido ao Covid), Miami e Las Vegas.
O GP de Mônaco já foi o único local que poderia ditar os termos da F1, mantendo os direitos de vender sua própria sinalização publicitária na pista, organizando suas próprias transmissões de televisão, e realizando um evento exclusivo de quatro dias. Portanto, é significativo que ele se junte a outras corridas na mudança para um formato de três dias este ano.
A corrida da F1 em Zandvoort também deve ser renovada em breve, embora a popularidade do atual campeão, Max Verstappen possa tornar isso uma conclusão precipitada. Seu companheiro de equipe Sergio Perez também pode ajudar a sustentar o GP do México.
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