Mundial de Rali cancela etapa na Arábia Saudita e acende sinal de alerta na Fórmula 1

A saída do Rali da Arábia Saudita do calendário do WRC de 2026 trouxe à tona uma questão que também envolve diretamente a Fórmula 1: as restrições de viagem impostas por algumas montadoras para o Oriente Médio.

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) retirou o Rali da Arábia Saudita do Campeonato Mundial de Rali de 2026 em 17 de setembro. A decisão, no entanto, veio depois que Toyota e Hyundai deixaram claro que não enviariam seus funcionários ao evento.

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Toyota e Hyundai enviaram uma carta conjunta à FIA sobre a prova em Jeddah, assinada pelos diretores esportivos Kaj Lindström, da Toyota, e Andrew Wheatley, da Hyundai. O conteúdo deixou claro que as limitações das duas empresas não estavam restritas apenas à Arábia Saudita: “A política atual da TMC proíbe qualquer viagem ao Oriente Médio”, disse o fabricante japonês.

LUSAIL CITY, QATAR - NOVEMBER 30: Max Verstappen of the Netherlands driving the (1) Oracle Red Bull Racing RB21 leads Lando Norris of Great Britain driving the (4) McLaren MCL39 Mercedes on track during the F1 Grand Prix of Qatar at Lusail International Circuit on November 30, 2025 in Lusail City, Qatar. (Photo by Rudy Carezzevoli/Getty Images) // Getty Images / Red Bull Content Pool // SI202511300416 // Usage for editorial use only //
Foto: Red Bull Content Pool

A Hyundai também confirmou que possui restrições na região, mas ressaltou que a situação está sendo acompanhada de perto: “Há algumas restrições a viagens de negócios ao Oriente Médio que estão sendo monitoradas diariamente e evoluem constantemente.”

A M-Sport Ford, que inicialmente estava disposta a viajar, também acabou mudando de posição. O movimento aconteceu depois que o Ministério das Relações Exteriores britânico atualizou suas orientações em 16 de setembro, poucos dias após mísseis atingirem uma instalação da Aramco em Yanbu, a cerca de 300 km da base do rali.

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O caso do WRC ganha importância para a F1 justamente porque as restrições de Toyota e Hyundai valem para determinados pontos de todo o Oriente Médio, e não somente para a Arábia Saudita. A categoria ainda tem provas marcadas no Catar e em Abu Dhabi no final do ano.

Cadillac e Haas, por terem identidade americana, foram apontadas como casos de maior risco. O seguro de uma equipe dos Estados Unidos para atuar na região foi descrito como impossível enquanto o governo americano desaconselha viagens não essenciais. Sem as garantias, algumas equipes teriam considerado seriamente não fazer a viagem.

Apesar disso, as equipes de F1 já receberam garantias privadas de que não precisarão viajar para Catar e Abu Dhabi, de acordo com o GPblog. A pista de Imola, na Itália, já estaria sendo preparada para receber a final do campeonato deste ano.