O diretor de engenharia da Mercedes, Andrew Shovlin, admitiu que a equipe levou a configuração do carro de Lewis Hamilton “muito longe” na Arábia Saudita. Hamilton não conseguir avançar do Q1 pela primeira vez desde 2017, e pela primeira vez em questão de apenas ritmo desde 2009.
A Mercedes tem lutado para se familiarizar com os novos regulamentos técnicos, com os oito vezes campeões consecutivos de construtores sendo a terceira equipe mais rápida, trás da Ferrari e da Red Bull. Explicando a saída de Hamilton no Q1, Shovlin disse: “Bem, há algumas razões, mas fundamentalmente, ainda não entendemos o carro tão quanto fazemos no final do ano, só tivemos duas corridas com ele.”
“Então, estamos sempre explorando a configuração com Lewis, tentando encontrar uma diferença que ofereça desempenho e encontramos uma boa direção na sexta-feira, e que sábado ele conseguiu usar na terceira sessão de treinos livres.”
“Fomos um pouco mais longe na classificação, mas no final das contas acabou sendo longe demais.”
“Desde o início, ele estava falando sobre falta de aderência traseira, Jeddah é um circuito de rua que você precisa de muita confiança, é muito rápido, as paredes são muito próximas e quando você não tem aderência traseira, o piloto não consegue ter essa confiança.”
Hamilton detém o recorde de mais pole positions conquistadas na F1 com 103 em seu nome, e Michael Schumacher em segundo com 68. Com uma melhor configuração, George Russell conseguiu chegar ao Q3 e ficou com a sexta posição no grid, qualificando-se 10 posições à frente de seu companheiro de equipe recordista.
“No final das contas fomos longe demais, mas serviu como exercício de aprendizado”, acrescentou Shovlin.
“Fundamentalmente, embora o problema agora seja que o carro não é rápido o suficiente e, a menos que seja perfeito, estaremos em risco nessas sessões.”
“Então, precisamos fazer um carro mais rápido o quanto antes.”
