O diretor de tecnologia da Mercedes, Mike Elliott, afirmou que a configuração de muito downforce de Valtteri Bottas no Grande Prêmio do Azerbaijão foi uma escolha do próprio piloto.
Bottas teve um péssimo final de semana em Baku, se qualificando apenas em 10º lugar, antes de não conseguir avançar no grid, e pelo contrário, cair para 12º no final da corrida, ficando em sexto na classificação do campeonato de pilotos.
As dificuldades do finlandês foram destacadas pelo ritmo do companheiro de equipe Lewis Hamilton, que optou por uma configuração de pouco downforce, já que o heptacampeão estava a caminho do pódio quando teve seu problema na relargada.
Sobre as diferenças entre os carros, Elliott afirmou: “Bem, na verdade as configurações eram bastante semelhantes, provavelmente a maior diferença entre os dois carros eram as asas com que estavam correndo.”
“Lewis optou por um nível de downforce menor, o nível que as simulações previram que seria ótimo, e Valtteri escolheu um nível de downforce ligeiramente maior, algo que previmos seria um pouco mais lento, talvez um décimo de segundo por volta mais lento.”
“Então, como escolhemos isso e por que acabamos nessa posição? Bem, essa foi a opção de Valtteri para usar aquela ala e ele fez isso porque sentiu que seria mais rápido para ele.”
Depois de afirmar que Bottas se opôs às simulações de computador ao configurar seu W12, Elliott disse que o conforto do piloto era mais importante.
“O que você precisa entender é que Baku é um circuito difícil”, disse Elliott. “É um circuito onde é muito difícil aquecer corretamente os pneus dianteiros e é um circuito em que você precisa de muita confiança para contornar, porque as paredes estão muito próximas.”
“Portanto, era mais importante que Valtteri estivesse feliz com seu carro, que se sentisse confiante em seu carro, do que a pequena diferença que a simulação previu no desempenho final”, concluiu.
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