Pastor Maldonado não teve exatamente uma grande carreira na Fórmula 1, principalmente por seu constante envolvimento em acidentes.
Maldonado fez sua estreia na F1 com a Williams em 2011 e ainda conseguiu vencer o Grande Prêmio da Espanha em 2012. Para 2014, o venezuelano estava em busca de uma nova equipe. “Na época, eu tinha duas opções: Force India e Lotus”, disse ele ao Motorsport.com. No final, ele foi para a Lotus. “Foi uma escolha muito lógica. Eles tinham grandes nomes como patrocinadores, assim como marcas com interesse no meu país.”
No entanto, quando ele se juntou à sua nova equipe em janeiro, acabou sendo uma escolha muito inferior ao que ele esperava. “Entre o final de novembro e o início de janeiro, tornou-se uma equipe muito diferente. Eric Boullier havia deixado a equipe, todos tinham ido embora”, disse Maldonado. “Eram poucas pessoas, havia muito estresse e não sabíamos o que fazer. O simulador foi parado porque não havia dinheiro para reativá-lo. E no simulador só havia dois ou três circuitos carregados, porque cada circuito custava 20.000 euros.”
A Lotus correu com motores Renault naquela temporada. A mudança para os motores turbo V6 híbridos não ajudou o fornecedor de motor. “Metade da temporada não chegamos ao fim por causa de problemas estruturais, mecânicos ou unidades de potência que quebraram sozinhas. Não é que estivéssemos lentos, mas o motor nem mesmo dava partida. Isso pesa muito sobre uma equipe e não foi bom estar lá naquele momento.”
Em 2016, a equipe Lotus foi comprada pela Renault, tornando-se sua equipe de fábrica, o que também marcou o fim da carreira de Maldonado na F1. “Quando a equipe se tornou a Renault, eu sabia que não poderia ficar”, reconhece Maldonado. “Mas a gente não entendia, um dia disseram que sim e no dia seguinte foi não. Sempre foi uma bagunça.”
Um dos novos pilotos que a Renault contratou para 2016 também não obteve a aprovação de Maldonado. “Não entendemos nada, eles escolheram Jolyon Palmer como piloto. É inacreditável, mesmo que ele trazendo dinheiro. Algumas decisões muito ruins foram tomadas, tanto sobre o carro, quanto sobre os pilotos e a equipe técnica”, acrescentou Maldonado.
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