Já contamos aqui neste espaço que GPs de Fórmula 1 em países que, ao mesmo tempo, estão recebendo a Copa do Mundo não são comuns, mas já aconteceram ao longo da história. E a primeira vez que isso ocorreu foi em 1966, no dia 16 de julho, um sábado, quando o GP da Inglaterra bateu data com uma partida do English Team na mais importante competição do futebol mundial.

A etapa inglesa da Fórmula 1 em 1966 foi disputada no circuito de Brands Hatch, e contava com alguns dos principais nomes da história da categoria, casos de Jim Clark, Graham Hill, John Surtees, Jochen Rindt e Jack Brabham, que saiu com a vitória com o carro de sua equipe, a Brabham, em resultado que representou sua segunda vitória no ano.
Em uma temporada de apenas nove etapas, Brabham obteve o triunfo ao, inicialmente, cravar a pole position ao superar Denny Hulme, seu companheiro de equipe, por três décimos. A terceira posição no grid ficou Dan Gurney, da Eagle. O top-5 do grid de largada ainda contou com Graham Hill, da BRM, e iJim Clark, da Lotus.
Na corrida, Brabham não deu chances aos adversários. Liderou as 80 voltas da disputa e seguiu para vencer pela segunda vez no ano. Hulme foi o segundo, fechando a disputa nove segundos distante do vencedor, enquanto Hill completou o pódio com o terceiro lugar. A vitória representou a arrancada de Brabham para o título, já que ele venceria mais dois GPs para faturar o campeonato.gol
Distante de Brands Hatch, em Londres, a Inglaterra foi ao tradicional estádio de Wembley para enfrentar o México, em jogo válido pela segunda rodada da Copa do Mundo. Os dois times vinham de empates na estreia, o English Team contra o Uruguai, e a Tricolor com a França. Assim, os dois times precisavam da vitória para encaminhar a classificação.
Jogando com o apoio do público, a Inglaterra abriu o placar com Bobby Charlton, aos 37 minutos do primeiro tempo. A fatura foi liquidada pelos donos da casa quando o jogo já se encaminhava para o final. Aos 30 minutos do segundo tempo, Roger Hunt fez o segundo e garantiu os, na época, dois pontos para os ingleses.
O resultado foi imprescindível para que a Inglaterra arrancasse para o título, já que a partir daquele momento, o time venceria todos os seus jogos. A liderança do Grupo A veio com um 2 a 0 no clássico contra a França, eliminando os rivais. Nas quartas de final, vitória contra a Argentina pelo placar mínimo, enquanto a vítima na semifinal foi Portugal, que perdeu por 2 a 1.
Na final, os ingleses bateram a Alemanha por 4 a 2 e garantiram aquele que é, até hoje, o único título mundial do país, em um jogo com uma das maiores polêmicas da história das Copas. Após um agônico 2 a 2 no tempo normal, a prorrogação veio e Hurst, aos 11 minutos do primeiro tempo, acertou o travessão e viu a boa cair próximo a linha. A arbitragem, porém, validou o gol. O próprio Hurst faria mais um, o seu terceiro no jogo, para dar o título aos anfitriões.
