Pierre Gasly lançou alguma luz sobre seu breve tempo com a Red Bull, e por que ele acredita que não deu certo, resultando em seu rebaixamento de volta à Toro Rosso (atual AlphaTauri).
O francês foi convocado para a equipe principal no início da temporada de 2019, no entanto, após apenas 12 corridas, ele foi ‘rebaixado’ em favor de Alexander Albon para o Grande Prêmio da Bélgica.
Essa foi a mesma corrida em que Gasly perdeu seu amigo mais próximo, Anthoine Hubert, que morreu em um acidente na segunda volta da corrida da Fórmula 2 na tarde de sábado, Gasly relembra aquele momento em detalhes profundamente comoventes, em uma coluna do The Players Tribune.
Na mesma coluna, o jovem de 25 anos esclarece por que acredita que seu tempo na Red Bull foi tão curto, afirmando que se sentiu deslocado, sem apoio e que sente que sua voz não era ouvida.
“Desde o momento em que cometi meu primeiro erro no carro da Red Bull, senti que as pessoas começaram a se virar contra mim lentamente”, disse ele. “Tive uma batida nos testes de inverno, e a partir desse momento, a temporada nunca começou realmente para mim.”
“Depois, tive duas primeiras corridas difíceis com a Red Bull e a mídia me engoliu. Qualquer coisa que eu falasse na imprensa era distorcida como uma desculpa para minha performance, e ninguém realmente me defendeu.”
“O carro não estava perfeito e eu estava dando o meu melhor para tentar evoluir e aprender a cada semana, mas tipo, aqui está o que vou dizer sobre isso: Foi uma época difícil para mim na Red Bull porque eu não sinto que fui realmente apoiado e tratado da mesma forma que os outros já foram. E para mim, isso é algo que simplesmente não consigo aceitar.”
“Eu trabalhava duro todos os dias, tentando obter resultados para a equipe, mas não recebia todas as ferramentas de que precisava para ter sucesso. Eu tentava oferecer soluções, mas minha voz não era ouvida, ou demorava semanas para ver as mudanças.”
“Por alguma razão, eu nunca iria ‘caber’ naquele lugar, simplesmente nunca iria funcionar.”
Embora Gasly continue a ser um piloto da Red Bull com a equipe júnior AlphaTauri, ele disse que era hora de compartilhar algumas verdades.
“Não sou o tipo de pessoa que fala só pela mídia, porque sou muito grato à Red Bull pela chance, bem como por tudo que eles fizeram por mim em minha carreira. Eu realmente sou grato. Mas tenho permissão para dizer minha verdade. Então é isso. Essa é a verdade.”
Apesar de pedir apoio após o GP da Hungria, em que terminou em sexto, Gasly foi informado da decisão da Red Bull.
“Depois de Budapeste, fui para as férias. Mas antes de sair, liguei para o chefe de nossa equipe, Christian Horner, apenas para perguntar a ele o que eu poderia fazer mais nos finais de semana de corrida para melhorar, e para ver se ele poderia dar uma olhada mais de perto do meu lado da garagem para ver o que poderia ser feito. Christian disse que faria tudo o que pudesse. E foi isso.”
“Mas Helmut Marko me ligou enquanto eu estava de férias na Espanha e disse: ‘Vamos mandar você de volta para a Toro Rosso em troca de Alex Albon. Isso não significa que é o fim da história para nós. Mas com todo o barulho da mídia, sentimos que é o melhor’. É assim que funciona. Isso é a F1”, finalizou Gasly.
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