Toto Wolff alertou a possibilidade de a Fórmula 1 adotar qualquer sistema semelhante ao Balance of Performance, ou o BoP, classificando a ideia como um risco político para a categoria. O chefão da Mercedes destacou que esse tipo de mecanismo não deveria fazer parte do esporte.
O tema voltou ao debate por conta do ADUO, o mecanismo de proteção da FIA criado para ajudar fabricantes de unidades de potência que enfrentem desvantagem no ciclo de regulamentos de 2026. Ainda assim, o austríaco já demonstrou preocupação de que esse tipo de ferramenta possa abrir espaço para intervenções mais profundas no equilíbrio competitivo.
Ao comentar o conceito do ADUO, Wolff explicou a lógica inicial da proposta e citou o cenário de 2014. “Foi um mecanismo de proteção, como foi pensado, para evitar a situação de 2014, em que um fabricante de motores tinha uma vantagem tão grande e estava dominando em quilometragem de testes e resultados de corrida”, afirmou.

“Estávamos do lado bom disso, mas foi isso que queríamos evitar, especialmente com novos entrantes como a Audi e, em certa medida, a Honda com a Aston Martin e também a Red Bull, claro”, continuou.
Apesar disso, Wolff deixou claro que existe uma linha que não deve ser ultrapassada dentro da Fórmula 1. “Isso é o que é, e é assim que deve ser. Agora podemos perguntar: precisa de um ajuste de motor como existe na aerodinâmica? Eu tenho uma reação alérgica quando se fala em BoP. Isso é algo que devemos manter o mais longe possível da Fórmula 1”, falou.
“É um desastre político em todas as outras séries. Faz com que fabricantes também saiam do esporte, e eu estive muito próximo disso, como você pode imaginar, no DTM, nos GTs e em Le Man. Nunca devemos ser tentados a ter alguém concordando sobre como o equilíbrio de desempenho deve funcionar”, seguiu.
“Se existe um mecanismo que consiste em ajustes finos para garantir que ninguém seja exposto negativamente no lado da unidade de potência, acho que esse é o caminho certo, porque quando você olha para a aerodinâmica, isso foi criado para uma situação completamente diferente”, concluiu.
