A Williams aproveitou os treinos de sexta-feira do GP dos Estados Unidos de Fórmula 1 para trabalhar também no desenvolvimento do carro de 2027. Carlos Sainz e Alex Albon cumpriram um programa aerodinâmico no TL1, enquanto a equipe reconheceu que as características de Austin expõem limitações do carro atual.
Os dois pilotos completaram 19 voltas cada na primeira sessão, com grande parte do trabalho voltada à coleta de dados para o restante de 2026 e para o FW50 da próxima temporada. Durante esse programa, Sainz e Albon utilizaram pneus Duros, evitaram as zebras e interromperam algumas voltas antes do final. Depois, passaram aos Médios, enquanto os rivais já utilizavam Macios. Sainz terminou o TL1 em 19º, enquanto Albon ficou em 22º após ter seu único tempo representativo apagado.
No TL2, a programação voltou a ser mais convencional, mas os limites de pista continuaram interferindo. Albon teve suas simulações de classificação anuladas e terminou novamente em 22º, com seu melhor tempo vindo de um long run. Sainz também perdeu sua melhor volta rápida e ficou em 19º.
Paul Williams, engenheiro-chefe de performance de pista, explicou que o foco da equipe esteve dividido entre o presente e o futuro. “Passamos a maior parte do dia aprendendo e olhando para o futuro, trabalhando como equipe para coletar dados tanto para o restante da temporada quanto, principalmente, pensando no carro do ano que vem e em nosso programa de desenvolvimento”, afirmou.

Sainz reconheceu que o comportamento apresentado era esperado. “Sabíamos que seria um circuito difícil para nós. As curvas mais longas de média e alta velocidade simplesmente não combinam com o nosso carro”, disse. O espanhol acrescentou que a Williams continuará analisando os dados para tentar melhorar tanto para a classificação quanto para a corrida.
Albon também classificou a sexta-feira como complicada e destacou que ainda há “muito trabalho a fazer”. Para domingo, a equipe pretende concentrar esforços no ritmo de corrida e no controle da degradação dos pneus traseiros.
