F1: Verstappen reclama muito do RB22 após sexta-feira difícil

A sexta-feira da Fórmula 1 em Barcelona terminou com Max Verstappen demonstrando clara insatisfação com o desempenho de seu carro. O piloto da Red Bull Racing reclamou diversas vezes pelo rádio durante o TL2, e classificou o comportamento do RB22 como ‘simplesmente horrível’.

O descontentamento do tetracampeão chamou atenção, porque aconteceu em uma sessão em que a equipe não conseguiu acompanhar o ritmo dos carros mais rápidos. Verstappen encerrou o TL2 apenas na sexta posição, quase nove décimos atrás de Lando Norris, o mais veloz da atividade com seu carro da McLaren.

Pela manhã, o piloto da Red Bull havia terminado o TL1 em quarto lugar, mas não conseguiu melhorar sua situação ao longo do dia. Enquanto Norris liderou uma disputa equilibrada no topo da tabela, com George Russell e Oscar Piastri separados por apenas alguns centésimos, Verstappen enfrentou dificuldades para extrair desempenho do carro.

Durante a sessão, o holandês relatou sua frustração ao engenheiro Gianpiero Lambiase por meio do rádio da equipe. Em determinado momento, chegou a questionar se poderia encerrar o stint que realizava e trocar de composto de pneus devido aos problemas que estava enfrentando.

(L to R): Laurent Mekies (FRA) Red Bull Racing Team Principal and CEO with Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing.
Foto: XPB Images

A principal reclamação estava relacionada ao comportamento do RB22 na pista. Demonstrando irritação, Verstappen resumiu sua avaliação do carro afirmando que ele estava ‘simplesmente horrível’, evidenciando o desconforto com o acerto utilizado durante a sessão.

Para o GP de Barcelona, a Red Bull levou apenas pequenas atualizações, sem apresentar um pacote significativo de novidades. Segundo a documentação enviada à FIA, as mudanças ficaram restritas a dois ajustes na asa dianteira, com o objetivo de otimizar a distribuição de carga aerodinâmica e ampliar as opções de acerto disponíveis.

Uma das modificações envolveu a geometria dos elementos da asa na área de ligação com a placa lateral, buscando melhorar a geração de carga local sem comprometer a estabilidade do fluxo de ar. A outra consistiu em um aumento da curvatura do flap, oferecendo uma configuração alternativa capaz de gerar mais carga na dianteira quando as condições da pista ou o acerto exigirem.