O chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, comentou pela primeira vez o forte discurso do presidente da Scuderia, John Elkann, após o duplo abandono no GP de São Paulo de Fórmula 1. Na ocasião, Elkann afirmou que os pilotos deveriam ‘falar menos e focar mais em pilotar’, frase que repercutiu mundialmente.
Vasseur, porém, adotou um tom conciliador e disse que a mensagem do presidente foi positiva: “Com certeza ele quer pressionar a equipe a fazer melhor, a fazer um trabalho melhor”, afirmou.
Para o chefe da equipe italiana, as palavras de Elkann não tiveram influência no desempenho ruim em Las Vegas: “Com certeza foi um final de semana difícil, mas isso não tem nada a ver com aqueles comentários, foi mais uma questão técnica”, disse ele.
Vasseur reforçou que a intenção do presidente é motivar o time: “Temos de entender isso como uma mensagem positiva e de apoio, para trabalhar como equipe e seguir avançando”, acrescentou.
Além de comentar sobre as declarações de Elkann, Vasseur abordou a frustração de Lewis Hamilton após outro resultado complicado. O britânico largou em último em Las Vegas, mas ainda conseguiu avançar até o décimo lugar, que se tornou P8 após as desclassificações dos dois carros da McLaren.

Mesmo assim, Hamilton classificou 2025 como a pior temporada de sua carreira. Vasseur não concorda totalmente com essa avaliação. Segundo o francês, a difícil etapa no deserto americano não está ligada ao clima criado internamente na Ferrari após o GP de São Paulo, mas sim a questões técnicas que a equipe ainda trabalha para solucionar.
Hamilton segue sem pódios em GPs na atual temporada, embora tenha conquistado uma pole e uma vitória na corrida Sprint na China, além de um P3 também na Sprint em Miami. Restando duas etapas, o sete vezes campeão de Fórmula 1 busca fechar o ano de estreia na Ferrari com pelo menos algum sinal de recuperação.
