Fred Vasseur não considera a Red Bull Racing a principal referência atual na Fórmula 1, mesmo após as vitórias de Max Verstappen na Malásia e em Singapura. O chefe da Ferrari avalia que a disputa em 2026 continua aberta e pode mudar novamente conforme as equipes introduzam atualizações em seus carros.
A recuperação da Red Bull ganhou força após as atualizações levadas a Baku. Verstappen emplacou cinco pódios consecutivos e venceu dois GPs seguidos, além da corrida Sprint em Singapura, aproximando a equipe da McLaren na disputa pelo campeonato de construtores. Ainda assim, Vasseur destacou que a temporada tem sido marcada por alternância de desempenho entre os principais concorrentes.
“Honestamente, eles (Red Bull) estão indo muito bem, mas não são a equipe a ser batida”, afirmou o dirigente ao Motorsport.com. Ele lembrou que a Mercedes começou o campeonato em vantagem, vencendo as seis primeiras etapas, antes de Ferrari e McLaren reagirem e conquistarem duas vitórias cada durante a fase europeia da temporada.
Para Vasseur, a sequência recente da Red Bull, não garante que a equipe irá manter a mesma superioridade nas próximas etapas: “Isso significa que, se alguém trouxer melhorias na próxima semana, a classificação pode mudar. Mas o mais importante é nos concentrarmos em nós mesmos, sem pensar nos outros”, acrescentou.

O chefe da Ferrari também contestou a ideia de que a vitória de Verstappen em Singapura, tenha sido resultado apenas de um ritmo superior ao dos rivais. Charles Leclerc terminou em segundo, enquanto Lewis Hamilton foi o sexto colocado, e Vasseur destacou a importância da disputa na primeira curva para definir o resultado.
Segundo ele, ultrapassar em Marina Bay se mostrou especialmente difícil, mesmo quando os carros estavam a alguns segundos do adversário à frente: “Assim que ficávamos dois ou três segundos atrás, já enfrentávamos mais dificuldades”, concluiu.
Na avaliação de Vasseur, a posição na entrada da curva 1 foi determinante para Verstappen conseguir manter Leclerc atrás e controlar a prova. Com seis etapas restantes, o dirigente prefere concentrar os esforços da Ferrari no próprio desenvolvimento, em vez de apontar uma equipe como favorita absoluta.
