Lance Stroll não escondeu a insatisfação com os resultados da mais recente atualização da Honda para a unidade de potência da Aston Martin. Enquanto demonstra confiança na evolução do chassi do carro para a temporada 2027 da Fórmula 1, o canadense considera o motor da Honda o principal ponto de interrogação para o próximo ano.
Em declaração para alguns veículos de imprensa, Stroll avaliou que a segunda atualização da Honda pelo mecanismo ADUO, introduzida discretamente no GP da Espanha, trouxe pouco resultado. A fabricante japonesa continua enfrentando dificuldades de desempenho, cenário que preocupa a equipe diante da mudança de regulamento prevista para 2027.
“Não muito”, respondeu Stroll ao ser questionado sobre o impacto da atualização. “Estamos realmente sofrendo do lado do motor. Sabemos disso, então ainda há muito trabalho a fazer”, afirmou, em uma avaliação direta sobre as limitações da unidade de potência.
A primeira intervenção da Honda pelo sistema de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO), foi introduzida em Zandvoort, em agosto. O pacote contemplou mudanças na câmara de combustão e na pré-câmara, além de uma revisão no sistema de lubrificação para reduzir o atrito interno. A fabricante japonesa recebeu margem para duas atualizações extras durante a temporada após ficar mais de 4% atrás da referência entre os motores de combustão interna.

Enquanto isso, a Aston Martin também promoveu mudanças significativas no carro ao longo do ano, com um pacote de dezesseis atualizações introduzido no GP da Hungria, incluindo revisões no bico, assoalho, difusor e asa traseira. Apesar dos avanços técnicos, os resultados ainda não são consistentes, e a equipe ocupa a décima posição no Mundial de Construtores, com apenas sete pontos marcados.
Para 2027, Stroll acredita que o chassi pode representar um salto de desempenho: “Acho que o carro vai melhorar bastante. Temos um plano, uma boa direção. Sabemos o que precisamos fazer para gerar pressão aerodinâmica. A grande incógnita é o motor. Não sabemos como estaremos no começo de 2027”, acrescentou.
A Honda reorganizou o comando do programa no início de outubro, colocando Yoichiro Fukao à frente do projeto. A fabricante também reconheceu que o desenvolvimento da unidade de potência sofreu um atraso de aproximadamente dois anos, devido à decisão tardia de retornar à F1 como fornecedora oficial. Ainda não está claro se a mudança de gestão e as novas condições técnicas de 2027 serão suficientes para reduzir a diferença para os concorrentes.
