Lance Stroll defendeu uma mudança na forma como os motores da Fórmula 1 entregam potência ao piloto. Para o canadense, o atual sistema introduzido em 2026 tornou as disputas mais artificiais e reduziu o prazer de conduzir os carros.
O novo regulamento diminuiu a participação do motor de combustão interna, o ICE, na geração de potência, de aproximadamente 80% para 50%. A outra metade passou a ser fornecida pela bateria, mas o piloto não pode determinar livremente quando e como essa energia será utilizada.
O gerenciamento é feito por computadores de bordo que aprendem com as voltas realizadas. Mudanças repentinas de aderência ou aumentos na demanda de potência podem influenciar a forma como a energia é disponibilizada. Além disso, os pilotos precisam recarregar constantemente as baterias, criando um efeito de alternância nas ultrapassagens, com um carro atacando enquanto o outro recupera energia.

“Já falei sobre isso, e é uma pena termos chegado a regulamentos em que estamos fazendo todas essas corridas de vai e volta. Precisamos administrar a bateria, depois há confusão no sistema e ele não está entregando a potência que esperamos”, disse.
“Então fazemos uma ultrapassagem e precisamos recarregar por duas voltas, ou coisas assim, e acho que uma corrida de verdade deveria ser: você pisa no acelerador para obter determinada quantidade de potência, e é isso que recebe. Se você colocar 50% de potência, recebe 50% de potência, e se colocar 100%, recebe 100%. É assim que acho que deveria ser.”
“Mas agora chegamos a esses regulamentos não tão agradáveis, então espero que melhore. Acho que, a menos que mudemos para motores aspirados naturalmente, ou unidades de potência mais simples que tragam uma solução para os problemas que estamos enfrentando”, acrescentou.
Stroll reconheceu que cada geração de carro exige diferentes adaptações dos pilotos, mas afirmou que as características atuais tornaram a condução menos prazerosa.
“[A abordagem de pilotagem] não muda no carro; qualquer carro que você esteja pilotando oferece coisas diferentes para pensar. Então isso é apenas mais uma coisa para pensar, mas não é divertido. Não é divertido dirigir carros que perdem potência no fim de uma reta da maneira que esses carros fazem, como esses regulamentos determinam, e o downforce que perdemos nas curvas em comparação com os anos anteriores apenas para sustentar essas unidades de potência. Simplesmente não é tão divertido quanto era”, concluiu.
