F1: Stella sugere que Briatore pode punir Colapinto mais do que a FIA

Franco Colapinto pode ter mais motivos para se preocupar com Flavio Briatore, do que com a própria punição da FIA após o acidente no GP do Azerbaijão de Fórmula 1. Andrea Stella, chefe da McLaren, fez o alerta ao comentar a batida que tirou Lando Norris e Pierre Gasly da corrida.

Esse acidente aconteceu na volta 36, logo após uma relargada depois do Safety Car. Colapinto travou as rodas na aproximação da curva 1 e acertou o companheiro de equipe Gasly e Norris, encerrando a prova dos três pilotos quando ainda restavam quinze voltas.

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Os comissários da FIa aplicaram uma punição de dez segundos ao argentino. Como Colapinto não terminou a corrida, a sanção será transformada em uma perda de cinco posições no grid de largada da próxima etapa, em Sepang, na Malásia.

Briatore, consultor executivo da Alpine, classificou a manobra de seu piloto, como ‘muito ruim’ e indicou que poderia tomar alguma medida para evitar que situações semelhantes voltassem a acontecer. Foi nesse contexto que Stella fez sua observação antes de o veredito dos comissários ser divulgado.

Andrea Stella (ITA) McLaren Team Principal.
Foto: XPB Images

“É uma questão complexa. Imagino que isso esteja sendo analisado pelos comissários neste momento. Tenho certeza de que também será analisado por Flavio. Não sei qual dos dois será mais severo com quem causou o problema”, afirmou Stella.

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O dirigente da McLaren também defendeu a decisão dos comissários, mas destacou que os pilotos precisam levar em consideração o histórico da curva 1 de Baku. Para Stella, a experiência acumulada na F1 deveria influenciar a maneira como os pilotos abordam aquele trecho.

“Quando você corre na Fórmula 1 e está chegando à curva 1 em Baku, depois de ter visto tantos vídeos do passado, deveria aproveitar essa experiência que se espera que tenha como piloto da categoria”, concluiu. Stella acrescentou ainda, que em um circuito de rua, a ausência de área de escape aumenta as consequências de um erro e ‘exige um certo grau de prudência dos pilotos’.