Andrea Stella ainda não considera encerrado o episódio entre Lando Norris e Oscar Piastri, na corrida Sprint do GP de Singapura de Fórmula 1. O chefe da McLaren quer que os dois pilotos reforcem o compromisso com a equipe depois de uma colisão entre os dois, que classificou como ‘inaceitável’.
Essa preocupação do dirigente vai além da manobra que provocou o contato. Stella quer garantir que a disputa entre os companheiros de equipe não se sobreponha aos objetivos coletivos, mesmo quando houver oportunidades de ganho individual na pista.
“Não precisamos voltar a discutir se Lando estava ao lado de Oscar. Essa não é a parte interessante”, afirmou Stella. Segundo ele, o mais importante é que equipe e pilotos reflitam sobre como podem trabalhar juntos de maneira mais coesa. “Há mais coisas que podemos fazer para nos tornarmos uma equipe mais unida e ainda mais forte”, disse ele, confirmando que as conversas sobre o assunto continuam.
Stella também destacou a postura de Norris durante a corrida e afirmou que espera ver mais atitudes alinhadas aos interesses coletivos: “Fico satisfeito que Lando, em determinado momento da corrida, tenha adotado essa maneira de pensar. É isso que espero como chefe de equipe e o que as mil pessoas que trabalham na McLaren esperam dos nossos pilotos”, declarou.

Norris já assumiu a responsabilidade pelo incidente. Depois de inicialmente defender a tentativa de ultrapassagem, o britânico reconheceu, após conversar com a equipe, que não deveria ter atacado Piastri naquela situação.
“Eu não posso tentar fazer o que fiz. Nunca deveria ter tentado, mesmo que a manobra fosse possível. Preciso pensar mais na equipe que represento do que em mim mesmo”, acrescentou Norris. O piloto britânico também pediu desculpas aos integrantes da McLaren e reconheceu que os decepcionou, prometendo agir de maneira diferente no futuro.
A admissão de culpa de Norris representa um passo na resposta ao incidente, mas não encerra a questão para Stella. O objetivo do dirigente é garantir que o reconhecimento do erro se traduza em uma postura mais coletiva nas disputas entre os dois pilotos.
