F1: Steiner diz estar ‘cautelosamente confiante’ sobre sucesso da Haas no futuro

Em 2021, a Haas terminou a temporada na última posição do campeonato de construtores, com zero pontos. Isso graças principalmente ao carro mais lento do grid, além de contar com dois pilotos estreantes na F1, Mick Schumacher e Nikita Mazepin, e também pelo fato da equipe optar por não desenvolver aquele carro, a fim de concentrar todos os seus esforços no carro de 2022, com a redefinição do regulamento da Fórmula 1.

Na temporada passada, a Haas continuou com Schumacher e teve o retorno do experiente Kevin Magnussen, o que ajudou a equipe a voltar aos pontos, terminando na oitava posição entre os construtores com 37 pontos marcados, além da surpreendente pole position do dinamarquês na corrida no Brasil. O chefe da equipe, Guenther Steiner falou sobre o processo que eles seguiram para chegar onde estão agora.

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“Acho que estamos em um lugar melhor”, disse Steiner no podcast ‘Beyond The Grid’. “Em 2018, tivemos um ano muito bom, em 2019 nosso carro não estava à altura do que queríamos. E então veio 2020, e levamos de novo ‘um tapa na cara’, porque não sabíamos se poderíamos continuar na Fórmula 1.”

Devido à graves problemas financeiros, a Haas correu um sério risco de ter que deixar a categoria no final de 2020, o que mudou em 2021 com a chegada do grande patrocínio levado pela Uralkali, empresa russa de propriedade de Dimitri Mazepin, pai do então piloto da equipe, Nikita Mazepin.

Steiner continuou: “E então tivemos que pensar em 2021 com dois pilotos novatos. Mas em 2022 demos um grande passo. Então, acho que em um ou dois anos, nosso objetivo é chegar onde estávamos em 2018.”

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A Haas expandiu sua equipe com uma nova base montada em Maranello, liderada pelo ex-projetista chefe da Ferrari, Simone Resta, que assumiu o cargo de diretor técnico da equipe.

Steiner afirmou que a Haas ‘teve um pouco de sorte’ na maneira como os cortes orçamentários relacionados ao limite de custos, estavam atingindo a Ferrari, pois isso permitiu que a Haas contratasse membros de sua equipe que, de outra forma, estariam potencialmente desempregados.

Com o que Resta e sua equipe conseguiram alcançar em um curto período de tempo juntos para a temporada de 2022, o chefe da equipe Haas acredita que há mais por vir deles no próximo ano.

“Mesmo que você consiga as pessoas, você precisa fazê-las trabalhar como uma equipe, e Simone fez isso em três, quatro meses, e começamos o desenvolvimento para 2022, eu diria que em março de 2021”, afirmou Steiner.

“Se você observar o que os caras fizeram em oito meses começando, eu não diria do zero, mas de 50%, para chegar a um carro, onde passamos de 2021 para 2022, eu estou confiante que daqui para frente com o passo que demos, podemos continuar subindo.”

“Como eu disse, estou cautelosamente confiante que esses caras fizeram um bom trabalho novamente, mas não porque eles trabalharam juntos por um ano, eles estão apenas melhorando ou a organização está melhorando. Eles são mais eficientes agora, eles se conhecem. Eles conhecem seus pontos fracos, seus pontos positivos”, disse Steiner.

“Portanto, eles estão trabalhando como uma equipe agora, e isso deve nos dar um carro melhor no futuro”, finalizou o chefe da Haas.

 

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