Carlos Sainz pediu mais paciência aos pilotos da frente da Fórmula 1 com os retardatários que precisam abrir passagem durante as corridas. O espanhol, que compete pela Williams, explicou que a diferença de velocidade entre os carros pode tornar a situação mais complicada do que parece para quem está liderando.
Entre 2021 e 2024, quando defendia a Ferrari, Sainz estava frequentemente do outro lado da situação. Agora, ele entende melhor a dificuldade de calcular o momento certo para permitir uma ultrapassagem. As reclamações dos líderes pelo rádio são comuns, e Kimi Antonelli também demonstrou insatisfação com retardatários durante sua vitória no GP dos Estados Unidos.
“Estamos fazendo o melhor que podemos”, disse Sainz à imprensa. “O problema é que há uma diferença de velocidade tão grande entre os carros da frente e nós. Pode chegar a três ou quatro segundos, então no momento em que você calcula para deixá-los passar, talvez eles tenham te alcançado mais rápido do que você esperava, ou vice-versa.”

“Para os caras da frente, eu já estive nas duas posições, dobrando muitas pessoas nos meus tempos de Ferrari. Agora estou sendo dobrado, e posso te dizer, não é fácil para quem tem que deixar os outros passarem, então tenham paciência conosco porque não é tão simples quanto parece quando você está liderando.”
Pelas regras da F1, o piloto que recebe bandeiras azuis deve facilitar a passagem dentro de três postos de comissários, caso contrário, pode ser punido.
Além da questão dos retardatários, Sainz espera que a Williams tenha mais chances de pontuar no GP do México. O espanhol reconhece que a equipe enfrenta uma fase difícil, mas acredita que pode ficar mais próxima do pelotão intermediário do que em Las Vegas.
“Está muito complicado agora; é preciso milagres para pontuar, mas eu espero que o México seja relativamente mais próximo do pelotão do que potencialmente Las Vegas”, afirmou.
Sainz citou Singapura e Baku como exemplos de etapas em que a Williams conseguiu competir melhor com os adversários. Para ele, os pontos conquistados no Azerbaijão mostram o esforço necessário para tirar resultados do carro atual.
“Acho que esses resultados valorizam o que fizemos em Baku, pontuando com este carro, porque acho que dá para ver que está muito complicado para nós agora.”
