Carlos Sainz fez duras críticas à complexidade das atuais regras da Fórmula 1, após a falha de software que provocou perda de potência em vários carros durante a volta de formação do GP do Barein na Malásia. Para o espanhol, o episódio mostrou novamente que a categoria tomou uma direção equivocada ao definir as atuais unidades de potência e seus sistemas de controle.
O problema ocorreu em meio à chuva em Sepang, quando a potência elétrica das baterias foi reduzida em 100 kW e alguns pilotos perderam potência atrás do Safety Car. Após a corrida, a FIA explicou as causas do incidente, que também estiveram relacionadas à pouca experiência acumulada em condições de pista molhada nesta temporada.
Sainz, que não foi afetado pela falha em seu carro, afirmou que o episódio deveria levar todos os envolvidos a reavaliar as decisões que conduziram ao atual regulamento: “Acho que todos precisam olhar seriamente para si mesmos e ver como chegamos a essa situação”, afirmou o piloto da Williams à imprensa.

Na avaliação do espanhol, a complexidade não está restrita às unidades de potência: “Está claro que os freios são extremamente complicados para os pilotos, para as equipes, para as unidades de potência e para os fabricantes. É complicado demais”, disse ele, que também questionou quem decidiu, anos atrás, seguir esse caminho e acrescentou que a FIA e a F1 agora fazem o possível dentro das regras estabelecidas anteriormente.
Para o piloto espanhol, porém, o incidente de Sepang reforça que as decisões tomadas quatro ou cinco anos atrás estavam erradas: “O que foi decidido quatro ou cinco anos atrás está errado e hoje isso prova novamente”, acrescentou.
Sainz ainda aproveitou para fazer uma referência direta aos motores V8. Embora seu carro tenha escapado do problema, ele reconheceu que teve sorte e resumiu sua crítica à dependência crescente de sistemas eletrônicos: “Isso é o que acontece quando há tanto software, tantos controles envolvidos. Se fosse um V8 aspirado, isso nunca teria acontecido”, encerrou o piloto da Williams.
