F1: Sainz afirma que 24 GPs é o limite para preservar bem-estar dos membros das equipes

Com o calendário da Fórmula 1 atingindo um recorde de 24 corridas no próximo ano, o piloto da Ferrari, Carlos Sainz acredita que os pilotos são os que menos sofrem em comparação com outros membros das equipes.

O calendário do próximo ano contará com 24 finais de semana de corrida, um recorde para a F1. O calendário deste ano foi originalmente programado para ter 24 GPs antes que China e Ímola fossem cancelados, no entanto, ambos os eventos devem retornar no próximo ano para fazer parte da temporada mais longa da história da F1.

Sainz afirmou que, do ponto de vista de um piloto, ele tem a sorte de ter um cronograma menos exigente. “Eu considero que os pilotos, nós somos os privilegiados”, disse ele à imprensa.

“Viajamos em classe executiva, primeira classe ou aviões particulares. Ficamos nos melhores hotéis. Chegamos na terça ou quarta-feira em vez de na segunda. Saímos no domingo à noite, em vez de na segunda de manhã. Não gosto de falar da posição privilegiada em que acho que os pilotos estão. Sim, é verdade que estamos sob mais pressão do que nunca, pois também temos muitos compromissos com a mídia.”

“Mas eu sinto que dentro de nossas equipes, ou entre as 100 pessoas que viajam para as corridas na Ferrari, estamos (pilotos) em uma posição um pouco mais privilegiada. E eu não gosto de reclamar por causa disso”, acrescentou.

Sainz afirmou que 24 corridas é o limite máximo para a F1, pois as equipes começaram a trocar funcionários devido às demandas de bem-estar e logística.

“Eu acredito que, daqui para frente, com 24 corridas, acho que é o limite com o tipo de programação que temos agora”, disse ele. “Acho que muitas equipes estão agora entrando em programas de rotatividade com mecânicos, engenheiros, e falando com muitas equipes no paddock, todos estão se canalizando para fazer programas de rotatividade.”

“Obviamente, não acho que você possa colocar os pilotos em sistema de rodízio, mas sim, vamos ver. Vamos ver para onde a categoria vai. Estou curioso para ver quais são as ideias para o futuro, porque acredito fortemente que, daqui para frente, precisa haver mudanças no formato do fim de semana ou na maneira como lidamos com os eventos e compromissos com a mídia. 24 corridas, eu acho que vai ser o limite para manter a saúde de todos, não apenas dos pilotos, mas também os mecânicos e as pessoas que viajam por aí”, encerrou o espanhol.