F1: Russell quer recuperar ritmo após domínio de Antonelli

George Russell admitiu que perdeu terreno na disputa interna da Mercedes, e traçou uma estratégia incomum para recuperar sua competitividade na temporada 2026 da Fórmula 1. O britânico acredita que precisa voltar a evoluir de forma natural ao volante para encerrar a sequência dominante de Kimi Antonelli.

Depois de vencer a corrida de abertura da temporada na Austrália, Russell viu o companheiro de equipe assumir o controle da disputa dentro da Mercedes. Antonelli emplacou cinco vitórias consecutivas e passou a ser a principal referência na equipe, enquanto o britânico enfrentou dificuldades para encontrar o equilíbrio ideal no W17.

A diferença entre os dois pilotos também se reflete na classificação do campeonato. Russell aparece 50 pontos atrás do italiano, embora tenha perdido uma oportunidade importante de reduzir essa distância no GP do Canadá, onde liderava a prova antes de abandonar devido a uma falha na unidade de potência.

Segundo o piloto britânico, parte do problema está na adaptação ao novo carro e aos pneus da atual geração. Russell explicou que, ao longo da carreira, seu estilo de pilotagem normalmente se ajustava de forma espontânea às características do equipamento, algo que não tem acontecido com a mesma facilidade na atual temporada.

“Sempre há necessidade de melhorar, porque quando você está pilotando um carro novo e usando pneus novos, precisa evoluir, mas o que observei ao olhar para minha trajetória, é que meu estilo de pilotagem se adaptava naturalmente às limitações do carro e dos pneus”, afirmou.

O britânico destacou que, em outras épocas, não precisava buscar respostas em excesso por meio de análises detalhadas: “Eu não ficava perseguindo soluções ou mergulhando profundamente nos dados para descobrir o problema, e depois pensar em como resolvê-lo na pista. A evolução acontecia naturalmente”, explicou.

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17
Foto: XPB Images

Para ilustrar sua teoria, Russell relembrou uma experiência vivida em um simulador. Após completar um dia inteiro de testes em Barcelona, ele retornou no dia seguinte e foi imediatamente mais rápido: “Na segunda volta do segundo dia, fui dois décimos mais rápido e pensei: ‘Como consegui isso depois de dar cem voltas no dia anterior?’,” disse ele.

A resposta, segundo ele, está no aprendizado inconsciente: “Conversei com algumas pessoas sobre isso e percebi que você aprende de forma subconsciente. Eu não sentia que estava pilotando de maneira diferente, mas o cérebro absorveu as informações automaticamente. É esse estado que quero recuperar. Não quero ficar procurando respostas o tempo todo. Sei que consigo fazer isso porque foi assim durante toda a minha carreira”, acrescentou.

Russell concluiu reconhecendo o bom momento de Antonelli: “Está tudo funcionando para Kimi neste momento. Não precisou forçar nada, simplesmente aconteceu. Sei que isso pode voltar a acontecer comigo, como aconteceu na Austrália e na China”, encerrou o britânico.