A Red Bull Racing quer discutir com as demais equipes, a FIA e a Fórmula 1, sobre como evitar novos episódios causados pela complexidade dos sistemas da categoria. O alerta surgiu após a falha de software que provocou perdas repentinas de potência durante o procedimento de largada do GP do Bahrein, realizado na Malásia no último final de semana.
O GP em Sepang já havia sido atrasado em quarena minutos devido à forte chuva, e começou com duas voltas de formação atrás do Safety Car planejadas antes de uma largada parada. Durante esse procedimento, porém, um problema no código de software padrão das unidades de potência afetou vários carros e obrigou a direção de prova a interromper a largada.
Lewis Hamilton, Esteban Ocon e Valtteri Bottas chegaram a parar completamente na pista antes de conseguirem reiniciar suas unidades de potência. O problema também atingiu carros de Red Bull, Audi, Haas, Cadillac, Alpine e Racing Bulls. Segundo a FIA, a falha estava ligada a um modo para pista molhada, que reduzia a potência elétrica de 350 kW para 250 kW e, em velocidades muito baixas, podia provocar o desligamento instantâneo do MGU-K em determinados setores.

Laurent Mekies, chefe da Red Bull, comentou que a equipe inicialmente acreditou estar diante de um problema próprio: “Primeiro, todos sentimos que era um problema em nosso carro e unidade de potência, e depois ficou claro que era um problema central, que afetou várias equipes”, afirmou.
Para Mekies, o episódio mostrou que a F1 precisa evitar que seus sistemas se tornem difíceis demais de controlar: “É um bom lembrete para todos nós, de que provavelmente devemos garantir que a complexidade não saia do controle e manter tudo sob controle o máximo possível”, acrescentou.
O dirigente confirmou que o assunto deverá ser discutido entre as equipes, a FIA e a F1. A entidade também anunciou uma revisão detalhada do incidente, que ocorreu apesar da tentativa de simplificar o sistema híbrido com as regras de 2026.
