A Red Bull Racing está testando novos discos de freio dianteiros neste fim de semana no GP dos Estados Unidos de Fórmula 1, em Austin, com o objetivo de tornar as frenagens mais previsíveis. Essa modificação foi desenvolvida com a Brembo para atender melhor às preferências dos pilotos, principalmente de Max Verstappen.
Essa mudança faz parte dos esforços da equipe para continuar evoluindo o RB22 após as vitórias de Verstappen na Malásia e em Singapura. O foco não está em aumentar imediatamente a capacidade de frenagem, mas em manter uma resposta mais consistente em diferentes condições de temperatura e pressão ao longo de uma volta e também durante a corrida.
Os discos modificados apresentam um novo padrão de superfície. A resposta inicial ao acionamento do pedal, conhecida como mordida do freio, deve permanecer praticamente igual. A expectativa é melhorar principalmente o comportamento do sistema depois desse primeiro contato, reduzindo as variações que podem exigir correções dos pilotos.
Esse aspecto é importante porque os freios de carbono podem reagir de maneiras diferentes quando estão muito frios ou excessivamente quentes. Durante a aproximação de uma curva, os pilotos precisam passar da frenagem mais intensa para uma redução gradual da pressão, muitas vezes mantendo parte dela enquanto começa a esterçar. Uma resposta irregular pode provocar o travamento de uma roda ou fazer o carro chegar à curva com velocidade acima da desejada.

Com um comportamento mais previsível, os pilotos poderão dosar melhor a pressão no pedal e controlar com mais precisão a velocidade de entrada nas curvas. Isso pode aumentar a confiança para explorar o limite de aderência disponível, embora não signifique necessariamente frear mais tarde ou reduzir a distância de frenagem em todos os pontos do circuito.
O possível benefício também se estende aos stints mais longos, quando o desgaste, as mudanças de temperatura e a redução da carga de combustível alteram as condições do carro. O teste em Austin permitirá à Red Bull avaliar o ganho efetivo da novidade, e os resultados poderão contribuir para o desenvolvimento do RB23, que será utilizado em 2027.
