James Vowles sofreu um revés na tentativa de mudar o teto de gastos da Fórmula 1. Alan Permane, chefe da Racing Bulls, descartou apoiar a proposta que daria mais margem financeira às equipes que terminam mais atrás no campeonato de construtores.
A ideia do chefe da Williams é criar um sistema escalonado de orçamento, semelhante ao já aplicado aos testes aerodinâmicos. Nesse modelo, as equipes das posições inferiores teriam mais recursos disponíveis do que as quatro primeiras colocadas, com o objetivo de diminuir a diferença para as líderes.
O teto de gastos está fixado em US$ 215 milhões para 2026. Vowles não pretende eliminar o limite, mas alterar a forma como ele é aplicado. Seu objetivo é implementar a mudança em 2027, a tempo de permitir que o sistema esteja consolidado antes da próxima grande revisão técnica, esperada para 2030 ou 2031. Para aprovar a proposta neste momento, ele precisa do apoio de seis das onze equipes. Caso não consiga, poderá tentar novamente em 2028, quando seriam necessários quatro votos favoráveis.

Segundo as informações, Alpine, Aston Martin, Audi e Cadillac são favoráveis à ideia, enquanto McLaren, Mercedes, Ferrari e Red Bull Racing se opõem. A Haas também não deve apoiar a mudança, e Vowles esperava convencer a Racing Bulls, que costuma acompanhar as decisões da Red Bull Racing.
Permane, porém, defendeu a estrutura atual: “Não acho que apoiaríamos uma mudança completa nas regras do teto de gastos para permitir que se gaste muito mais dinheiro”, afirmou. Ele acrescentou que o limite tem servido bem à categoria nos últimos seis anos e que eventuais ajustes não exigem uma reformulação ampla.
O dirigente também argumentou que o regulamento já permite investimentos maiores em despesas de capital, com os custos distribuídos ao longo de vários anos: “Se James quiser gastar US$ 100 milhões em alguma coisa, ele pode fazer isso. Basta pagar ao longo de determinado número de anos. Portanto, o mecanismo já existe”, encerrou Permane. A posição da Racing Bulls enfraquece o caminho que Vowles pretendia seguir para viabilizar a proposta já em 2027.
